terça-feira, 26 de abril de 2011

31º QUINTASOITO CORDEL - PRÓXIMA QUINTA FEIRA - DIA 28 DE ABRIL AS 20HS !!!!!

Vixe nossa! Que este mês o 31º QUINTASOITO homenageia a LITERATURA DE CORDEl, convidando à papear, artistas dessa grande manifestação nordestina que tanto nos diz e pede respeito! 
Quem quiser, é só chegar, tem XILOGRAVURA, LITERATURA, MÚSICA, PAPO e SOPA pra esquentar de REPENTE o friosinho que chegou... 
Bóra gente, não paga nada!

 E aí, alguns dos que vem com a gente: 
TIN TIN ALVES
Tin tin Alves:Um mineiro inquieto, o seu ouvir e se fazer ouvir em verso e prosa
Acostumado com a literatura desde a infância, Nilton Francisco Alves – o Tin Tin, cresceu numa família de doze irmãos em Fronteiras do Vale em Minas Gerais.  Casado, pai de quatro filhas e avô de 9 netos, vive em São Paulo há 36 anos. Por aqui já foi peão de fabrica e artesão, em Minas trabalhou no comercio local e no Pará plantou café, cacau e pimenta do reino. Hoje graduado em letras e pós-graduado em literatura pela Puc, escreve no Correio Embuense periodicamente. 
Dono de uma extraordinária memória, Tin Tin sabe de cabo a rabo inúmeros cordéis que leu ainda garoto. Ele conta que há uns três anos pode conferir o livreto de um cordel que há décadas guardava apenas na memória.  E essa memória se explica ao se perceber como as letras faziam parte do garoto Tin Tin. Ainda pequeno conta que ouvia os cordéis com os demais moradores de Fronteiras do Vale e, claro, guardava inúmeras estrofes. E, acrescenta, “tinha o tio Manoel Gato, ele era trovador, e me encantava ouvir suas historias musicadas". "Ele Foi de grande importância”, finaliza.Conhecedor profundo do cordel, Tin Tin afirma que o cordel foi o protagonista na divulgação pelo nordeste de informa ções sobre acontecimentos importantes como a Guerra de Canudos, a queda do Império, e também a Primeira Grande Guerra Mundial. E afirma que mesmo nos dias de hoje, marcados pela forte presença da tecnologia, "o cordel acha seu espaço e se mantém vivo". 

 NANDO CORDEL
NANDO CORDEL (Fernando Antônio Soares dos Santos)
nasceu em Natal-RN, aos 5 de novembro de 1962. 
Filhode Manoel Soares dos Santos e Cleonice Soares dos Santos. 
Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, professor de Sociologia, engajado nas lutas sociais. 
Reside em São Paulo onde tem usado a poesia de cordel como instrumento na
construção de uma sociedade sem explora do e exploradores.
Pela Editora Luzeiro publicou 
A turbulência econômica; 
Primeiro de Maio: Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores; 
Assédio moral é crime;
Educação não é mercadoria e 
A arte de lutar. 
Tem outros trabalhos lançados pela Casa do Cordel de Natal.

DAPHNE CRISTINA
DAPHNE CRISTINA é formada artista plástica e arte educadora. Curiosa e experimentadora, admira e muito aprende com o universo das manifestações culturais populares. Trabalha com bonecos, cenografia, figurino, meio ambiente, música, poesia, direitos humanos, dança, teatro, instalação, culinária e todo tipo de produção coletiva. Aprecia a rua, suas brincadeiras e seus espaços vazios sempre convidativos à criação.
Em gravura conheceu primeiro a XILO, e com ela mergulhou em uma das mais ricas expressões artísticas brasileiras. Simples em seu fazer e na obtenção de seus recursos, a XILOGRAVURA permite sofisticados jogos de contrastes e formas, fluidez e impacto. Uma arte popular por excelência que desde nossas origens ornamenta milhares de folhetos de histórias fantásticas, criados e distribuídos pelas ruas, praças e locais onde as pessoas se encontram, sempre de mão em mão, sempre através do encantamento, do riso, da provocação.

e também e também...

Wedson Oliveira Silva, também conhecido por CARURÚ é soteropolitano da suburbana, nascido no dia 13 de fevereiro de 1981, cordelista, compositor, artesão e diretor de imprensa e divulgação da ONG Verdearte com sede em São Félix-BA, propõe por meio de suas poesias conscientizar seu público da importância de preservar os recursos naturais e expor seu trabalho engajado nos problemas socioambientais atuais.


JOSA GONZAGA
Gonzaga da Silva tem organizado inúmeros festivais de repentistas.
Também tem algumas faixas nos CDs de grandes REPENTISTAS. 
Promove cantorias de repente, e costuma escrever alguns poemas e sonetos. 
Tem várias estrofes em livros de alguns poetas e procura esta sempre integrado no meio da poesia em geral.

Além do artista plástico e xilogravurista JOSÉ D'LUCENA, de Embú das Artes e, se tudo der certo, o GASPAR da Banda Z'ÁFRICA BRAZIL, que está lançando um livro sobre o tema, e pretende comparecer pra trocar com agente!!
E viva!

É Nesta Quinta-feira, dia 28 de maio, as 20hs no ESPAÇO CLARIÔ!
Entra e sopa grátis!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

É NÓIS NA VIRADA CULTURAL NESTE SÁBADO!!!!

A VIRADA CULTURAL DE SÃO PAULO DESTE ANO TERÁ UM PALCO VOLTADO PRA CULTURA DE PERIFERIA. 
AGORA É NOSSA VEZ!!


VEJAM A PROGRAMAÇÃO

Palco Santa Ifigênia
cultura periférica


18h00 Sucatas Ambulantes - Maracatu - Nhocuné Soul
21h00 Sarau da Cooperifa - Samba da Vela
00h00 Sarau do Binho - Gunnar Vargas - Circo Incandescente
03h00 Sarau da Brasa - Zinho Trindade e o Quilombo de Solano
06h00 Sarau Griots - Noite Clara
09h00 Sarau Elo da Corrente - Z´África Brasil
12h00 Sarau Pavio da Cultura - Veja Luz
15h00 Sarau Suburbano Convicto - Umoja
17h00 Preto Soul



É AMANHÃ GENTE! 
CLARIÔ ESTARÁ COM O SARAU D BINHO. 
BORA COMPARECER!!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

30º QUINTASOITO - MULHERES - NESTA QUINTA FEIRA - AS 20HS - NO ESPAÇO CLARIÔ

30º QUINTASOITO
M U L H E R E S
 Este mês o quintasoito será em homenagem as mulheres!
Conheceremos artistas de vários segmentos, que fazem diferença em nossa quebrada!
Claro que um único quintasoito não dá conta de falar de todas as mulheres que estão pincelandos seus ditos e feitos no quadro da periferia...
Mas, convidamos algumas para representar e celebrar essas mulheres de nossos guetos!
Artes Plásticas
RENATA FELINTO
Artista plástica desde a sua adolescência, graduou-se em Artes Plásticas e desenvolveu dissertação de Mestrado em Artes Visuais pela UNESP sob o tema da arte contemporânea produzida por artistas negros e de sua pesquisa “Re-Existindo”. Atua na área de educação patrimonial em museus e instituições culturais desde 2000. Trabalhou no Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil desde a sua inauguração ocupando cargos de educadora, consultora de artes e de coordenadora. Já publicou diversos artigos, ministrou cursos, organizou exposições e encontros focando questões sobre a arte, educação e etnicidade, dentre os quais podem ser destacados a coordenação e autoria juntamente com outros autores da Coleção Civilização Brasileira – Cultura Afro – Volume 1 e 2, Editora DCL, 2011, e Projeto “Vivenciar”, Livro do aluno – segmento Cultura Afro Fundamental 1e 2, Editora DCL, 2009. Atualmente atua como educadora e pesquisadora em projetos culturais, sociais e educacionais como o “Embu com Artes” (Instituto Sidarta e IMPAES) e a revista “O Menelick 2. Ato” (Conselho Editorial, Editora Mandela Crew), além de desenvolver seus trabalhos como artista plástica cuja pesquisa atual se chama “Afro Retratos, ”e as pesquisas preparatórias para a realização do exame de doutorado.

 TEATRO 
Atriz e escritora Raquel Nogueira (Suzano) 
Azul e Amarelo ou Porque eu Estou Falando Essas CoisasAzul e Amarelo fala do instante do pensamento que descobrimos que estamos pensando sobre tudo. Um instante infinito, ilimitado que tem sua limitação no tempo físico pois o tempo de nossa mente vai além da compreensão.
Um texto que mostra as ligações de uma vida, de como essas ligações acontecem  ao longo do tempo que mesmo distantes estão conectados pelo fato de fazer parte de uma única vida, uma única existência.

 DANÇA
Intervenção: SERIA UM SOLO + GRITOS EM ESPIRAL
Intérprete Criadora: Luciane Ramos
Vocal e outras presenças: Danielle Almeida
Duração: 10minutos aproximadamente 

POESIA: 
RAQUEL ALMEIDA
Raquel Almeida, escritora, arte – educadora e produtora cultural. Co-fundadora do Coletivo literário Elo da Corrente. Grupo que atua no bairro de Pirituba, desde 2007, no movimento de literatura periférica, realizando um sarau semanal e mantendo uma biblioteca comunitária nessa comunidade. Além disso, o coletivo realiza oficinas e recitais em escolas, centros culturais, universidades e espaços públicos de diversas regiões. Coordena o selo editorial Elo da Corrente Edições, publicando autores independentes. Co-fundadora do Coletivo Cultural “Esperança Garcia”, formado por mulheres que desenvolvem ações culturais nos saraus das periferias de São Paulo. O grupo promove discussões que refletem o papel da mulher negra e periférica na literatura e outras vertentes artísticas. Obra individual: Duas Gerações Sobrevivendo no Gueto (contos, poesias e crônicas), 2008, co-autora Soninha MAZO – Elo da Corrente Edições. Co-organizadora (com Michel da Silva) da Antologia Sarau Elo da Corrente –Prosa e Poesia Periférica, 2008 Elo da Corrente Edições.Participou de diversas antologias como: Cadernos Negros 30, Negrafias I e II, Pelas Periferias do Brasil II e Antologia Sarau Poesia na Brasa I e II.


M Ú S I C A: 
Compositora, Poetisa e Escritora, que a mais de vinte anos vem cantando e contando a cultura popular. 
Participou do CD "MULHERES PERIFÉRICAS CANTAM"
Produzido pela Casa Da Mulher e Da Criança em 2010,
Gravando a Faixa "SAMBA CAMARADA"'
de sua autoria.

TUDO ISSO E MAIS O CALDO DE SEMPRE, NO CALOROSO ENCONTRO QUE ACONTECERÁ NESTA QUINTA FEIRA, DIA 31 DE MARÇO, as 20h, NO ESPAÇO CLARIÔ, EM
 HOMENAGEM AS MULHERES!!!

BÓRACHEGÁ!

domingo, 20 de março de 2011

24º QUINTASOITO - GRUPO DE CAPOEIRA DE ANGOLA IRMÀOS GUERREIROS - UMA AULA!!!


Mesmo o Espaço Clariô estando em reforma, o Quintasoito não parou!
No mês de julho de 2010, o encontro foi realizado no BAR DO BINHO, e tivemos como convidado o
GRUPO DE CAPOEIRA DE ANGOLA IRMÃOS GUERREIROS
ministrado pelo MESTRE MARROM em Taboão da Serra!

Uma verdadeira aula de Capoeira de Angola!! 

Taí o vídeo do encontro, para rememorar-mos!
E Viva!!
E antes, de mais tudo, só lembrando que as inscrições para a aula de Capoeira de Angola no Espaço ClariÔ continuam abertas, bem como as outras oficinas..
E..
DIA 31 DE MARÇO, O 30ºQUINTASOITO NO ESPAÇO CLARIÔ,
SERÁ EM HOMENAGEM AS MULHERES!!!

Agora sim.. 
DE-LI-CI-EM-SE:

sexta-feira, 18 de março de 2011

NOSSA GRATIDÃO...

Nós do Grupo Clariô, agradecemos todos os presentes que trecebemos neste mês de março, que ainda está começando...  E também aos que estiveram presentes nos encontros... 

Viva Ao ENGENHO TEATRAL, que proporcionou um confraternização valorosa e necessária na abertura da Mostra "NÓS", entre grupos que tanto dialogam e pouco se vêem. 
Encontro necessário!!!
Obrigada!!! Obrigado!!!

Um Salve aos CONTADORES DE MENTIRA, Trupe de Suzano, que se disponibilizou a vir aqui, em Taboão da Serra, compartilhar os "Temperos Sobre Medéia" com nosso povo, numa troca honesta de quem quer "atravessar" sem perder o caminho de volta!
VIVA!  

Um viva também à EMILCE GONZALEZ, que chegou assim assim da Colômbia, querendo acompanhar, trocar e dividir conosco do Clariô, e acabou fazendo história com agente nos lugares onde passou...
Lançou-nos a idéia de "La Mujér que Queria Ser como Los Pájaros",  falando de sua aldeia, de seu povo ao nosso povo. 
Que bueno!!
Emilce fez amigos e deixou em Taboão da Serra um fio da rede que agora se estende até a "Villa de Leyva" seu lar em Colômbia.
Gracias querida!!!! 
Gracias!!!

Um salve aos OFICINEIROS, MESTRES E PROFESSORES que esta semana iniciaram, com generosidade a troca, oferecendo sua sabedoria aos  que desejam colher de cor - de coração! 
Nosso viva para o Will Damas, Naloana Lima, Allan Da Rosa e Irmãos Guerreiros, João e Diego, Saloma Salomão e Cia Capulanas...
Obrigada... obrigado!

E, finalmente, um Salve à todos que puderam acompanhar esses encontros, que lotaram nossa casa!!!
Nossa gratidão pela compreensão quando o "bicho pegou".. Pela fé!

O Clariô é um "espaço apenas".. que pode ser sim vazio... ôco... insignificante. 
Como pode também, ser um local de referência em Taboão da Serra, 
de encontros, de arte, discussão e produção de pensamento.
Agente é que decide que lugar na história ele ocupará!
É nossa a responsabilidade de fazê-lo vivo ou  morto! 
Digo nossa, não do Grupo Clariô.. Nossa mesmo.. De todos nós que freqüentamos!!
E ele só está vivo, porque estão vivos os que querem deixá-lo de pé... 
mesmo ainda com tanta dificuldade, precariedade, contrariedade... 
Estamos vivos!! 
E toda nossa gratidão ao nosso povo vivo que é!

E Viva! 
Clariô!

domingo, 13 de março de 2011

Atriz Colombiana Emilce Gonzalez apresenta seu espetáculo: "A mulher que queria ser como os pássaros"

Salve família! 
O Grupo Clariô recebeu esta semana, Emilce Gonzalez: uma atriz/ escritora/diretora e dramaturga colombiana, integrante do Teatro Itinerante Del Sol, que ficará conosco até dia 17 de Março, no intuito de trocar experiências teatrais com o grupo. 
De São Paulo, ela irá para Minas Gerais, Bahia e Goiás, continuar sua pesquisa, até que retorne à Colômbia. 
E antes de sua ida, ela irá oferecer à todos que queiram prestigiar, seu espetáculo aqui em nosso ESPAÇO CLARIÔ. 
Será uma única apresentação, dia16 de março (próxima quarta-feira), as 21hs. 
ENTRADA FRANCA! 


Conheça mais sobre Emilce, seu trabalho e o espetáculo:
A MULHER QUE QUERIA SER COMO OS PÁSSAROS
Com atriz/escritora Emilce Gonzalez

Sinopse: 
"A mulher que queria ser como os pássaros" é a encenação do drama que foi baseado na vida de uma artesã de Villa de Leyva: Alieth Ortiz, assim como a vida de inúmeros avós da Villa de Leyva, participantes do projeto Focus na Colômbia.

Neste trabalho aparecem sete personagens de três gerações em um mundo onde o medo é o produto de uma infância violenta, o confinamento das mulheres para se proteger contra esse mundo, o amor sustentado no engano, e, finalmente, os sonhos como asas para traspassar a fronteira de si mesma. 
A peça revela o ser humano no limiar da dor entre liberdade e escravidão. 
"A mulher que queria ser como os pássaros" estreou na "Sala Maloca",  apoiada Ministério da Cultura, em janeiro de 2010 com uma temporada de 10 apresentações, e também completou uma turnê no México, com seis apresentações em quatro estados do centro e sul do país (Chiapas, Yucatan, México e Morelos) e representou a Colômbia no Festival de Teatro Ibero Americano, Mérida, no México. Março de 2010, o festival cultural internacional de Tunja, Setembro de 2010, no Festival Internacional de Mulheres pela Paz encenada em novembro de 2010, no Teatro Nacional Festival Porangatu em Goiás, no Brasil, em novembro de 2010 e, em janeiro de 2011, apresentou no festival Magdalena sem fronteiras III, na cidade de Santa Clara, em Cuba e no teatro na Casa de las Américas, em Havana.
Emilce Gonzalez Ruiz
Atriz e produtora do Teatro Itinerante Del Sol, Colômbia, 
Escritora e diretora de La Fundacion Cultural Ojo de Água
Formada em atuação, dramaturgia e direção na Escola de Biodrama de Teatro Itinerante Del Sol
Aluna de dramaturgia e Direção de Carlos José Reyes, Santiago Garcia e Beatriz Camargo. 


Reseña de la obra
“LA MUJER QUE QUERÍA SER COMO LOS PÁJAROS”
“La mujer que quería ser como los pájaros” es la puesta en escena de la dramaturgia que se basó enla vida de la artesana de Villa de Leyva Alieth Ortiz, así como en la vida de diferentes abuelas de Villa de Leyva, participantes del proyecto Focus en Colombia. En esta obra aparecen siete personajes de tres generaciones en un mundo donde el miedo es el producto de una infancia violentada, el encierro de la mujer como protección contra ese mundo, el amor sostenido en el engaño, y finalmente, los sueños como alas para traspasar las fronteras de sí misma. La obra devela al ser humano en sus umbrales dolorosos entre la libertad y la esclavitud. “La Mujer que Quería Ser Como los Pájaros” se estrenó en La Maloca, sala concertada con el Ministerio de Cultura, en el mes de enero de 2010, con una temporada de 10 funciones; así mismo realizó una gira en México con seis funciones en cuatro Estados del centro y sur de este país (Chiapas, Yucatán, México y Morelos) y ha representado a Colombia en el Festival de Teatro de la Rendija Iberoamérica en Escena, Mérida, México. Marzo de 2010 , en el festival internacional de la cultura de Tunja, septiembre de 2010, en el Festival Internacional de Mujeres en escena por la paz en noviembre de 2010, en el Festival Nacional de Teatro de Porangantu en Goias- Brasil en noviembre de 2010 y en enero de 2011 se presento en el festival Magdalena sin fronteras III en la ciudad de santa Clara en Cuba y dentro de la programaciòn teatral de de Casa de las americas en la Habana.

dia 16 de março - Quarta-feira - as 21hs 
ENTRADA FRANCA 
no ESPAÇO CLARIÔ: R. Sta Luzia, 96 - Jd. Sta Luzia
informações: 11 9995 5416 - 11 9621 6892

quinta-feira, 3 de março de 2011

Curra – Temperos Sobre Medéia - dia 13 de março - omingo - no Espaço Clariô

O espetáculo Curra – Temperos Sobre Medéia é uma confraternização ritualística fruto de pesquisas na cultura oriental e africanas cuja fonte é o corpo e suas energias. “É um espetáculo pra se sentir. Um banquete antropofágico repleto de cantos, danças boa comida”.




O mito de Medéia é o eixo central que é recortado em estruturas de dança, canto, rituais, comida e emoções sensoriais. No espetáculo é servido um banquete e o público é convidado a experimentações gustativas através do paladar e do olfato. Além disso, experiências de corpo em transe e o conceito de jogo sobrepondo a cena são a base deste espetáculo. O espetáculo é a predominância do jogo essencial, onde os atores não possuem cenas definidas, mas jogos e regras estabelecidas em um itinerário de energias. Por fim, o espetáculo restabelece o mito clássico transformando a tragédia em um ritual de celebração.
CURRA – TEMPEROS SOBRE MEDÈIA é um espetáculo festa e é isso que propomos: Celebração. Encontro entre as pessoas. Ritual. Música. Comida. Dança. Teatro. Circular este espetáculo é criar ferramentas e ambiente necessário para que isso possa acontecer. “É um espetáculo pra se sentir. Um banquete antropofágico repleto de cantos, danças e boa comida”. O mito da Medéia está lá, mas não é a tragédia grega muito menos uma tragédia é apenas uma confraternização de sentidos que acontece nos ritos e manifestações populares.


É um espetáculo transe e transitório. Isso porque é fruto de inquietação estimulado pelas crises sobre o papel da própria arte e o que está em cena é resultado sim das pesquisas e treinamentos quase obsessivos, mas também das nossas relações com nossa cidade e com o mundo. Entender nossas identidades e transformar isso em festa e teatro é devolver a quem nos deu algo e quem nos vê uma transformação ou no mínimo uma experiência de compartilhação.

creditamos que o projeto artístico não se limita ao espetáculo, mas propõe diálogos com a comunidade, com outras linguagens e outros parceiros. Ampliar isso é o efeito natural do processo. Assim, é uma necessidade neste momento circular, enfrentar outros territórios e dialogar a partir desses territórios a nossa transformação. Relacion
ar, estimular, provocar e ser provocado é a experiência da criação que estamos buscando neste projeto. Todas essas inquietações não possuem respostas porque é fato que estamos em busca de perguntas e elas certamente terão respostas múltiplas.
O espetáculo é isso:“festejar as dores para que elas virem açúcar”.

CONTADORES DE MENTIRA
Contadores de Mentira é um grupo forte enraizado em Suzano. Tem um público cativo, e por ser pioneiro nas questões criativas e nos movimentos organizados da região do alto Tietê, não abre mão de continuar suas pesquisas e atividades em sua “residência”. Mas há sim um forte diálogo criativo acontecendo de forma sistemática fortalecendo a casa das relações e da experimentação com outros parceiros. Uma das necessidades deste projeto é expor as pesquisas que os Contadores desenvolvem ao longo de treze anos, uma necessidade de dizer para outras esferas que Suzano possui um teatro fortalecido, resistente e preocupado com questões ritualísticas e de identidade de uma região.

Contadores de Mentira 15 anos
Este texto talvez se iniciasse de muitas formas, muitas tentativas de descrever o que significa completar 15 anos de atividade. Mas este cálculo é subjetivo. O importante é contextualizar o momento, o lugar e o conceito pra se entender por onde o grupo Contadores de Mentira trava suas lutas, suas parcerias, sua inquietações e seu esforço operário. Este projeto é uma celebração desses quinze anos de atividade ininterruptas, evolutivas e provocativas. É um grupo de identidade e compromisso histórico na cidade de Suzano, pois agrega valores que vão além das relações de uma carreira teatral, pois é atuante nas culturas populares, nas relações que uma comunidade pode ter com o trabalho artístico. É atuante em discussões, organizações, em questões políticas e em assuntos que permeiam as identidades históricas culturais. Este grupo não completaria 15 anos não fosse sua identidade com a cidade em que atua e, também, nas relações criadas ao longo desse tempo. Os Contadores de Mentira tem o orgulho de dizer que participaram de quase todos os movimentos culturais da cidade de Suzano e Região do Alto Tietê. Participa ativamente de coletivos, organiza debates, propõe soluções e abre caminhos para a formação da cidade. Os Contadores de Mentira atuam sim no teatro, mas abrem caminho para outras comunicações e nas relações com o lugar onde produzem: atua em cultura popular, realiza cortejos de brincantes, lançou uma TV Comunitária de WEB denominada TV CONTADORES DE MENTIRA, premiada no Prêmio Pontos de Mídia Livre do Programa Mais Cultura /Cultura Viva do Ministério da Cultura com a comunidade.



Assim, esse projeto quer dizer algumas coisas, e entre as provocações possíveis está um espetáculo que precisa circular. Que quer abrir relações com outras cidades. Que quer criar as idéias de ponte e antes ainda da ponte, a idéia de TRAVESSIA entre fazedores. A proposta aqui é o de circular um espetáculos que denominamos FESTA, porque é pelo festejo que pretendemos confraternizar a filosofia, a comida, as idéias, as brigas, o corpo, a criação, as imanências.

E como estamos falando de números também, optamos pelo ato simbólico: realizar 15 apresentações em 15 cidades diferentes. Importante ressaltar que somos um grupo que opta pelas raízes e identidade na cidade de Suzano. Há aqui um movimento excepcional de qualidade, e queremos propor esta transição. Somos organizados e articulados no sentido do crescimento cultural e a fase agora é identificar e sistematizar historicamente nossos símbolos e nossas conquistas. Assim, tentando simplificar o discurso a idéia deste projeto é identificar a cidade de Suzano no mapa criativo das artes cênicas.

Suzano precisa ser visto, precisa ser ouvido e possui questões, indagações, provocações e construção artística para isso. O que queremos é abrir o caminho e e essa a construção a partir desse projeto.

FICHA TÉCNICA
Direção e dramaturgia: Cleiton Pereira
Elenco: Ailton Barros, Cleiton Pereira, Daniele Santana,
Drico de Oliveira, Camila Rafael
Atores Pajens Cozinheiros: Ailton Ferreira e Soraia Amorim
ASSISTENTE TÉCNICO: PRISCILA KLESSE
Figurinos: Ailton Barros
Concepção de Arte: Contadores de Mentira
Direção e Composição Musical: Meyson e Juá de Casa Forte
Designer Gráfico: Daniele Santana
Iluminação: Taciano L. Holanda


CONTADORES DE MENTIRA – desde 1995
Os Contadores de Mentira são na história do teatro em Suzano, os pioneiros históricos de um movimento hoje fortalecido. Primeiro grupo a adotar Suzano como “residência” construiu uma trajetória de resistência e proponência artística na Região do Alto Tietê. Está presente nos movimentos organizados e na relação com a cidade. O teatro dos Contadores é o estudo do ritual, do corpo, da dança, da festa, da música, da crítica, do indivíduo, da sociedade, da cultura popular, do teatro e danças orientais, dos mitos, da história e da criação. É um grupo que confia que o projeto é sempre mais importante que um resultado isolado, que investe em pesquisas e treinamentos sempre com colaboradores e que não consegue ficar satisfeito com um espetáculo pronto, que acredita que é preciso refazê-lo, distorcê-lo até achar o que chamam de jogo essencial. Um grupo que se organiza, que briga, que luta, que faz política e que produz dúvidas e diálogos criativos.

A ação dos Contadores de Mentira é ramificada em oficinas, pesquisas e produção de espetáculos, ações de cultura popular como carnaval, festejos, encenações e um trabalho de “brincantes”. Ao longo desses 15 anos de atividades foram realizados 08 espetáculos pelo núcleo de pesquisa e outros 11 pelo núcleo de oficinas. Um dos projetos do grupo em atividade é a TV CONTADORES DE MENTIRA, um formato de Mídia Livre que presta serviços e ações à comunidade bem como um ponto de encontro e circulação de atividades artísticas. Para, além disso, ações organizadas e atitude em movimentos culturais não apenas de teatro mantém o grupo em atividade desde 1995.


O MOVIMENTO DE TEATRO DE SUZANO -
um teatro que não é só para distrair
Falar do movimento de teatro em Suzano é entender que o teatro nesta cidade assumiu o seu papel de incomodar, inquietar, provocar e devolver às pessoas a liberdade de imaginação e de julgamento. É bom entender que o movimento de teatro já existia e se organizava há tempos, e os Contadores de Mentira atuam desde 1995 ocupando espaços, provocando um fazer teatral a partir da identidade que a cidade possuía. Foi a partir de um pensamento sobre a formação artística sedimentado sob a responsabilidade histórica que se possibilitou os meios, as ferramentas e o ambiente necessário, para que o movimento teatral explodisse no melhor sentido da criação.

Em 2002 com o surgimento da APAC – Associação Paulista de Artes Cênicas, organização criada pelos Contadores de Mentira e outros artistas de teatro, cinema, literatura e artes plásticas. Logo em seguida, com espaço próprio foi possível abrir caminho para temporadas longas e pesquisas mais profundas.

Quando a primeira Mostra de Referências Teatrais aconteceu em 2005, o panorama ainda era o de mergulhar no novo ou nas novidades criativas da qual não tínhamos acesso. O conceito desta mostra é o da ousadia e provocação e, sobretudo da “referência”, pois os grupos são convidados por sua excelência artística, identidade cultural, pesquisas desenvolvidas e capacidade de organização. Grupos de prestigio nacional como Cia. do Latão, Fraternal, São Jorge, Lume, Parlapatões, Cia. Livre, La mínima, Espanca, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Folias D’Arte, Boa Cia., entre muitas outras participaram dessas edições da Mostra que se tornou um evento de grande prestigio dentro e fora do município de Suzano.

Com foco na necessidade que a região tinha de entrar em contato com novas perspectivas de criação surgiram projetos de formação consolidadas na experiência de olhar, refletir e tomar atitude. A retomada da cidade e a reconstrução (ou construção) das primeiras linhas de um movimento artístico tornaram Suzano, antes de qualquer coisa, um pólo de realizadores preocupados com sua obra e as conseqüências dos seus discursos artísticos. Grupos se organizaram em coletivos, explosões criativas e decepções andaram lado a lado de uma certeza de que o tempo gasto em processo é, quase sempre, mais importante que o produto final, mas, que esse mesmo produto é necessário para justificar o processo. O panorama mudou rápido e a cidade passou a questionar-se e buscar saídas além do comodismo. Artistas passaram a localizar sua cidade e sua relação com ela. Encenações mais críticas e com identidades próprias tomaram frente não só no município, mas circulando idéias em outras regiões.

Suzano optou pelo seu teatro: Um teatro voltado ao colaborativismo, a processos dramatúrgicos próprios, a estéticas preocupadas com seu meio e não necessariamente voltado às necessidades mercadológicas. Hoje o tempo é de consolidação. Sempre será necessário romper e implantar novos caminhos.

O movimento já faz suas batalhas por leis e editais de fomento. Os grupos daqui já circulam, com força em outros eixos. O teatro de Suzano, e por consequência e por luta, também o teatro dos Contadores de Mentira, vai ao contra fluxo do gosto médio e briga pela liberdade de criação.
Contadores de Mentira 15 anos

  
É isso aí gente, dia 13 de março
bóra prestigiar e trocar com nosso povo!
Viva!!