Blog do Grupo Clariô de Teatro

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GRUPO CLARIÔ NO ESTADO DE SÃO PAULO!!

GRUPO CLARIÔ NO ESTADO DE SÃO PAULO!!
clique na imagem para ler a matéria de Beth Néspoli sobre o grupo, peça e a enchente!!!

VIRANDO O ANO NO ESPAÇO CLARIÔ

A G E N D A

VIRANDO O ANO NO ESPAÇO CLARIÔ!

PROGRAMAÇÃO 2010

JANEIRO

HOSPITAL DA GENTE
A PARTIR DE 16/01
TODOS OS SÁBADOS AS 21HS
Valor Promocional: R$: 10,00

MOSTRA DE TEATRO DO GUETO
CIA LONA PRETA
CENAS CLÁSSICAS DE PALHAÇO
DIA 17/01/10 - domingo - 20h
GRATIS


CONTATO/RESERVAS/INFORMAÇÕES:
11 9995 5416
grupoclario@uol.com.br

http://www.virandoclario.blogspot.com/

DICAS:

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Um parecer e toda nossa gratidão!

Toda nossa gratidão:

Aos amigos e parceiros que apoiaram nós do Clariô e a comunidade da Rua Santa Luzia desde a catástrofe do dia 26 de outubro de 2009, quando por irresponsabilidade daqueles que deveriam ser nossos representantes, a enchente imundou nossas casas e almas.
Aqueles que com cartas de apoio, gestos calorosos de carinho, manifestações públicas em blogs, jornais e emissoras de tv, assinaturas e doações de roupas e alimentos, ajudaram-nos a aquecer o corpo e clariar o coração, para dar-nos a força de não desistir.

São pessoas como vocês que fazem a diferença nessa selva de pedras tão dificil de viver!

Obrigado!

Nós aqui, além de resistir, estamos tentando fazer a nossa parte na cobrança por melhorias:
Encaminhamos nosso manifesto junto a tantas assinaturas que conseguimos, ao poder público e estamos no aguardo de respostas e iniciativas.
Mas nada é suficiente!
Os que ficaram, ainda temem pelas águas de dezembro, janeiro, fevereiro, março...
Oxalá consigamos mudar essa perspectiva!

Novamente muito obrigado por estarem conosco, por estarmos todos juntos!
Em momentos tristes como esse, resultado das tantas crueldades do ser humano, é possível enxergar também o amor profundo que somos capazes de oferecer.
Toda nossa gratidão!

Amém, salve, saravá!

Grupo Clariô!
Veja abaixo algumas materiaas sobre o ocorrido:

Materia no ESTADÃO - por Beth Néspoli - Clique aqui.

Nota no JORNAL DO TEATRO: Clique AQUI.

Materia do CQC, dia após enchente: Clique AQUI.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ENCHENTE!! Clariô escureceu e Santa Luzia chorou!

Hoje a Rua Santa Luzia amanheceu mais triste !
Mais uma vez, depois de tantas e tantas promessas de não mais haver, a água transbordou imunda e a enchente arrastou a vida das pessoas de nossa rua.
O Clariô também foi atingido, perdemos muita coisa de muita história, mas nada se compara a imagem de nossa comunidade, quase que inteira, ao léo , sem ter o que fazer mediante o estrago catastrófico que foi essa enchente em Taboão.
Perderam tudo!
Tudo mesmo: móveis, eletrodomésticos, comida, roupas, utensílhos, tudo!

Tudo no meio da rua amontoado, inundado de lama!

Algumas pessoas quase perdem suas vidas, dentro daquele mar podre de quase dois metros de altura, na tentativa de salvar alguma coisa, as crianças..
Outras perderam o lar, como foi o caso da D. Paula que teve uma parede de sua casa derrubada pela água, e corre o risco de tudo desabar!

E os pipas passam..
Os caminhões pipas lavam tudo, tratores levam tudo, retiram a lama das ruas, homens higienizam a cidade por toda a madrugada.
E amanhece e ninguém vê mais nada!
Não sobram vestígios visíveis para quem passa.
Mas os moradores dormiram nus em camas molhadas e terão, mais uma vez, de reconstruir sozinhos suas vidas, esperando que o lamaçal que existe em nosso governo diminua e a água podre um dia deixe de passar por lá!

O nosso prefeito, Dr. Evilásio Farias, de um partido que deveria ser um Partido Social Brasileiro, cobrou impostos de todos os moradores este ano, pois com o piscinão, nunca mais haveriam enchentes e as pessoas deveria contribuir mais por esse bom resultado!
As pessoas pagaram!
Depositaram o dinheiro, a confiança e a esperança de poder viver sem essa tragédia mais uma vez em suas vidas.
Nós pagamos!
E agora?

Uma das maiores questões que levantamos em nosso espetáculo é a questão da enchente. Fazemos essa provocação mais ou menos dois anos, incansáveis, por sabermos o que aquelas pessoas passam. O que nós passamos.
E agora Dr. Evilásio?
Nós vamos continuar falando..
E vocês governantes?
Vão continuar ignorando? mentindo? Escondendo a sujeira pra debaixo do tapete?
Quando pretendem jogar cloro nessa piscina e atuar às claras com a população?
QUANDO???


ENCHENTE
(musica cantada no espetáculo Hospital da Gente)

Encheu, encheu!
Corre com a cadeira,
Bota a mesa na cabeça
Não esquece da penteadeira
Do armário e do fogão!

Encheu, encheu!
Pega o meu colchão
Que aquele da prefeitura
é mais duro que rapadura
Ninguém merece não!
Ih! Já foi o meu sofá
E nem paguei a prestação!

Encheu, encheu!
Olha o meu menino
Tá nadando no esgoto
O bicho parece doido
Tem miolo, mas não cresce!

Mas como diria o outro;
No mundo maravilhoso
Cada um com seu esforço
Tem a praia que merece!

Ai, ai, ai ninguém se mexe
Ai, ai, ai ninguém merece!

E a água desceu,
Mas a lama ficou!
Ai meu Deus, Ai meu Deus
Olha o estrago que sobrou!

Mas agente lavou
E queimou o que perdeu
E o governo, o governo
Deu cobertor e esqueceu

Mas o dia amanheceu e de novo aconteceu
Mas o dia amanheceu e de novo aconteceu
Mas o dia amanheceu e de novo aconteceu

Mas um dia aconteceu...
E o menino adoeceu...
E o dia não amanheceu.

(Grupo Clariô de Teatro cheio de indgnação e RE-VOLTA!!!)


(Obrigado aos nossos amigos que ofereceram seus braços para tanto nos ajudar essa noite).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

VIRANDO O ANO NO ESPAÇO CLARIÔ - DEZEMBRO-

E no mês da virada:


Acompanhem os encontros no blog: http://virandoclario.blogspot.com/

Axé!

CLARIÔ NO PROGRAMA METRÓPOLIS - TV CULTURA!!

MATÉRIA EXTRAORDINÁRIA DO CQC SOBRE A ENCHENTE EM TABOÃO DA SERRA!!!!!

ARTE PELA BARBÁRIE!

22 segundos de Arte pela Barbárie - para começar
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

MANIFESTO ARTE PELA BARBÁRIE
Ave, Senhores! Nós, que admiramos a vida, vos saudamos.Nós, artistas, trabalhadores descartados como a maior parte da população; nós, que nos reunimos em grupos para, coletivamente, criar outra forma de produzir e existir diferente dos cárceres privados das empresas; nós, que pensamos e vivemos diferente dos Senhores, vejam só, vos saudamos.

Ave, Senhores! Nós, que teimamos em sonhar, vos saudamos.

Os senhores certamente nos conhecem: nos últimos vinte anos dada a capilaridade do nosso fazer artesanal e cotidiano, embrenhamos o nosso teatro na vida e na geografia de todo o país. Foi assim que algumas conquistas nossas impediram o saqueio cultural definitivo. A disputa por uma arte e uma cultura de relevância pública como parte das prioridades de estado, fomentaram a partir de leis e propostas democráticas, a construção de uma consciência crítica, a ponto da questão cultural fazer parte das discussões mais candentes do dia-a-dia.
É por isso que nós, que fazemos no palco, a radiografia estética de sua civilização, de sua violência, guerra e morte, do seu desmanche de seres humanos, de seu mercado falido, de sua apropriação privada do mundo e de homens; nós, que ousamos sonhar hoje para recriar a humanidade de amanhã, vos saudamos. Por que lutamos para parar a lógica da desordem que é a concorrência e a guerra entre tudo e todos em nome do lucro, da propriedade privada, da acumulação de riquezas nas mãos de poucos.

Nós, que existimos, produzimos, criamos sonhos, idéias, seres humanos. Mas não fabricamos, não podemos e nem queremos fabricar lucros. Não somos, não queremos ser e não acreditamos em vossos valores e parâmetros de eficiência e auto-sustentabilidade. Existimos. Somos o outro de vós, a outra voz, outro corpo, outro sonho. E nos afirmamos enquanto forma de produção e enquanto criação estética de pensamento e seres humanos.

É desse lugar que, mais uma vez, cobramos as promessas por uma sociedade mais justa, onde todos teriam direitos iguais. Mas como isso será possível se 13% do orçamento da cidade de São Paulo e mais de 30% do orçamento do Brasil vão direto para os cofres dos banqueiros, sem nenhuma discussão da sociedade? Como encarar a cultura como direito de todos, se a Prefeitura da maior cidade do país e o governo da União destinam menos de 1% de seus orçamentos para a cultura? Como justificar uma divisão de recursos públicos que destina 200 milhões ao Fundo Nacional de Cultura e 1,4 bilhões ao marketing das grandes corporações através da renúncia fiscal, da famigerada Lei Rouanet? Que reserva 38 milhões para o Teatro Municipal de São Paulo, 10 milhões para TODOS os demais núcleos teatrais da cidade e praticamente nada para os demais? É pouco para o Teatro Municipal, é pouco para os grupos e é pouco para a arte e a cultura da maior cidade do país.

Esses números traduzem a ausência de políticas públicas de Estado, a ausência da própria política: os governos e os espetáculos informativos da mídia privada apenas operam como gerentes e administradores dos negócios do mercado.

Ave, Senhores! Ironicamente, apenas cobramos a realização da sua República e das suas leis. Exigimos investimentos na cultura, entendida como direito extensivo a todos, direito que o mercado não consegue, não pode e não quer concretizar. É simples assim: que o Legislativo legisle e o Executivo execute uma política pública de Estado, e não de governo, nas três esferas – municipal, estadual, federal, através de:

1) programas públicos – e não um programa único de ‘incentivo’ ao mercado – estabelecidos em leis, com regras e orçamentos próprios a serem cumpridos por todos os governos; programas com caráter estrutural e estruturante;

2) Fundos de Cultura, também através de leis, com regras e orçamentos próprios, como mecanismos para atender – para além do governo de plantão – as necessidades imediatas e conjunturais, através de editais públicos.

É hora de aumentar o orçamento do Programa de Fomento em São Paulo, aumentando o número de grupos dentro do programa e criando a categoria de núcleos estáveis; é hora de criar o Fundo Estadual de Arte e Cultura, engavetado no governo passado; é hora de desengavetar nossa proposta de lei que cria o Prêmio Teatro Brasileiro para todo o território nacional.

Fora isso, é o império mercantil, a exclusão, a violência, a morte.

Ave, Senhores! Nós, bárbaros, ao reafirmarmos a vida, vos saudamos.

ARTE PELA BARBÁRIE

Os coletivos e os cidadãos abaixo assinam esse manifesto:

COLETIVOS

Coletivo Teatro de Ruínas, Grupo Clariô, Folias, Teatro de Narradores, Baderna, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Forte Casa Teatro, Minicia, Teatro da Travessia, Pavanelli, Trupe Pau a pique, Topa Teatro, Pessoal do Faroeste, Hanna, Cia Paulicéia, Cia. Extremos Atos, Cia. Livre, Populacho e Piquenique, Os Satyros, Cia. São Jorge de variedades, Cia do Feijão,Corta o Paulo e Continua, Teatro da Vertigem, Desejo, Redimunho de Investigação Teatral, Argonautas, Intuição, Teatro Oficina, Grupo XIX de teatro, Ivo 60, Brava Companhia, Cia Estável, Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, Engenho Teatral, Mundana Companhia, Cia. de Domínio Público, Cia. Teatral As Graças, Tablado de Arruar,

CIDADÃOS

Fernanda Stein, Antonio Duran
Postado por Arte pela Bárbarie às 10:26

3 comentários:

juliana disse...
AS Graças assinam também esse manifesto
21 de Setembro de 2009 15:34

Dinho disse...
o cidadão Dinho Del Puente também
22 de Setembro de 2009 20:30

Gilberto Araujo disse...
O Teatro Girandolá também
23 de Setembro de 2009 05:47


entrevista integral de MARCELINO FREIRE no programa INTERFERENCIA do FERREZ na TV CULTURA!

leia na pg.05 - coluna OPINIÃO- um artigo do clariô sobre Teatro e Internet!

ESPECIAL

Vejam o depoimento maravilhoso do grande poeta Ciríaco, publicada em seu blog "EFEITO COLATERAL" ,
sobre a sessão que o Clariô fez ontem do espetáculo Hospital da Gente para seus alunos de teatro da Zona Leste!

"Ontem eu vi
Crianças que nunca viram teatro
A primeira peça assistir
Ontem, eu vi
Gestos dizendo “Da hora!”
A menina limpando o rosto que chora
Flores plantadas no jardim
Ontem, eu vi
Que entre o discurso
Cabe a práticaQue entre as falas
Cabem gritos, risadas
Que mesmo numa vida sofrida
Cabe ainda a Vida: ensaiada, encenada,
Aplaudida, de pé
Por aqueles que não deveriam
Insistir, existir...
“Êita, pôxa!”
Ontem, eu vi.

Sessão especial para jovens da Leste.

Sessão especial para jovens da Leste.
sabado - 06 de junho de 2009

VISITA AO ESPAÇO CLARIÔ

"E ontem aconteceu a visita da minha turma de teatro da escola às meninas (e ao Mário e o Alexandre) do Grupo Clariô de Teatro, no espaço do grupo em Taboão da Serra, onde é encenada a peça Hospital da Gente.
A nossa visita atrasou um 'cadinho, porque a molecada precisa ainda aprender a ter bom-senso-de-horário, mas nada que atrapalhasse o grupo e a peça, que aconteceu maravilhosamente sem maiores imprevistos, principalmente o da chuva.
Eu, que já havia assistido a peça uma outra vez, aproveitei também para ficar observando as expressões faciais, corporais dos meus alunos.
O espanto, as risadas, as provocações, os choros.
Tinham vários ali que nunca tinham assistido uma peça, e pegar pela frente logo as meninas do Clariô fazendo os textos do Marcelino, não é qualquer coisa.
É emoção puro-sangue.No final, fizemos uma roda de conversa, bem rápida, pois o Grupo ainda iria apresentar o espetáculo das 21hs.
Presenteamos o grupo com algumas rosas, desenhos e bombons, o que foi pouco para compensar tamanha generosidade do pessoal em nos receber, fora de horário e sem cobrar nada, diga-se de passagem.
Mas é o que foi possível da gente dar - já que o dinheiro da Van que nos levou saiu do nosso bolso - mas tenham certeza: foi de coração. Um tiquim do coração de todos.
Ao grupo Clariô de Teatro, mais uma vez: obrigado, obrigado, muito obrigado.
O tamanho do impacto do trabalho de vocês, da apresentação que fizeram pra nós, a gente mostra quando formos apresentar a nossa peça.
Oxalá que seja assim.
Merda pra tod@s nós.
R.C."

E VIVA! TURMA CHEIA DE VIGOR E ARTE!
CLARIÕ É QUEM APRENDE E AGRADECE!!
AXÉ!