quarta-feira, 14 de julho de 2010

24º QUINTASOITO - Grupo de Capoeira de Angola Irmàos Guerreiros - dia 29/07 - excepcionalmente no Bar do Binho!!

O QUINTASOITO DE JULHO VEM COMO FORMA DE SAMBA DE RODA CELEBRAR E TRAZER VENTOS NOVOS À NOSSA HISTÓRIA!!
O ESPAÇO CLARIÔ ESTÁ SENDO RE-FORMADO PRA CABER MAIS DO NOSSO POVO QUE - VIVA ! - NÃO PARA DE CRESCER EM NOSSA CASA!
E NESTE MÊS, FAREMOS NOSSA CELEBRAÇÃO NO BAR DO GENEROSO BINHO, QUE RECEBERÁ EM SEU LAR O GRUPO DE CAPOEIRA ANGOLA IRMÃOS GUERREIROS!!
VEJA ABAIXO UM TIQUIN DA HISTÓRIA DO GRUPO CONTADA PELAS LETRAS DO DA ROSA E AS LINDAS IMAGENS DE GUMA!
E VIVA!!!
O Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros vem cultivando os segredos, sorrisos e lamentos da capoeira em Taboão da Serra há mais de 25 anos. Mestre Marrom, Mestre Baixinho e a turma de professoras, treinéis e alunos da Senzalinha todas as noites jogam, tocam, dançam e cantam nos espaços de treino do grupo, que já se espraiaram pelas beiradas do Taboão, do Parque Pinheiros, do Pirajussara, da zona oeste de São Paulo e já abriu seus cazuás pela Europa com o Contra-mestre Perna.


Toda noite de sexta-feira a roda gira, o verso instiga e o toque dos berimbaus dá chão e asa pra conversa de corpo que os angoleiros do Grupo Irmãos Guerreiros desenrolam, buscando a elegância de uma rasteira bem dada, aplaudida até por quem a toma.


A presença do grupo no Quintasoito abre vazante pra transmissão dos ensinamentos e brinquedos que a Capoeira Angola oferece.Traz a intenção de dialogar sobre as riquezas e fortalezas que a capoeira gera, repleta de metáforas que cabem perfeitamente pra grande roda da vida. Saberes e sabores nascidos na necessidade de continuar sendo gente e não coisa, necessidades de superar as tantas formas de escravidão e de manter acesa a linha que vem de longe, que atravessou um mar e que e se esquivou dos chicotes e pelourinhos com ciência, com graça e com dendê.

DIA 29 DE JULHO - QUINTA-FEIRA - AS 20hs - NO BAR DO BINHO!!!!!

E pra quem não sabe onde fica o Bar do Binho, aí segue o endereço:

R. Avelino Lemos Jr., 60 (em frente à Uniban) - Campo Limpo. Zona Sul.

Telefone (11) 5844-6521

AXÉ!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

NÃO AO FECHAMENTO DAS OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO!!!

Aí parceiros...
Mais uma de arrepiar os cabelos!
Tamo entrando na corrente do movimento contra o fechamento das Oficinas Culturais..
Quem puder ler o texto abaixo, fazer seus comentários, tomar sua atitude...
(O texto foi retirado do blog NaVozdeNós )
Segue...

FECHAMENTO DAS OFICINAS CULURAIS DO ESTADO!
Você que foi aluno, frequentador, professor, coordenador ou simplesmente é um admirador e cúmplice da Formação Cultural em nosso Estado!
Aguardamos o posicionamento da Secretaria de Cultura do Estado, mas o que nos chega, através da própria diretoria da ASSAOC, a O.S. responsável pela administração das Oficinas Culturais do Estado, é que as OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO, fecharão as portas dia 01 de agosto de 2010. Este mês de julho seus funcionários já estarão trabalhando sob aviso prévio.
Para que melhor vocês entendam, as 22 OFICINAS CULTURAIS - sendo 06 na capital (04 na Zona Leste, 01 extremo da Zona Oeste e 02 no centro expandido), 15 no interior do Estado com 645 municípios e os Projetos Especiais e da Terceira Idade - e que prestam serviço a 25 anos à comunidade paulista, saem de circulação de um momento para o outro conforme solicitação do Exmo Sr. João Sayad, argumentando a falta de visibilidade do projeto até então.
Abaixo números importantes para que avaliem o dano que esse abrupto encerramento de atividades irá causar, inclusive o cancelamento total de todas as programações já anteriormente acordadas para o próximo semestre:
1. Empregos diretos...............................................................280
2. Empregos terceirizados.......................................................126
3. Empregos indiretos (arte-educadores).................................2.100 ano
4. Público frequentador de atividades de formação..................66.000 ano
5. Atendimento à comunidade (Eventos diversos, como
festivais, mostras, encontros de entidades, espetáculos
exposições,festas comemorativas dos bairros e cidades,
campanhas solidárias etc.).................................................88.000 ano

TOTAL..............156 506 cidadãos sem atendimento!

AÇÃO PROPOSTA:Vamos fazer com que chegue ao governador Alberto Goldman - governador@sp.gov.br - e ao secretário de cultura Andréa Matarazzo (secretario@cultura.sp.gov.br) emails em repúdio a essa atitude! PONHAM COMO ASSUNTO: NÃO AO FECHAMENTO DAS OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO - PODEM NÃO TER VISIBILIDADE, MAS TEM O APOIO DA SOCIEDADE!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

23o QUINTASOITO - CAIPIRA - ARRAIÁ NO CLARIÔ!

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E no dia do SANTO JOÃO...

o CLARIÔ festeja seu arraiá convidando a todos para tomarem sopa, quentão e vinho quente no 23o QUINTASOITO, onde teremos a honra de receber o casal de TOCADORES DE VIOLA:

D. NITA E ZÉ DO RING!

Dona Nita e Zè do Ring é um casal de tradições caipiras remanescentes da cultura popular do interior do estado de São Paulo. Uns dos poucos representantes da cultura brasileira, com o repetório quem vem desde de Tião Carreiro, Cassique e Pajé ,Pena branca e Xavantinho, no mesmo balaio muitos outros cantores da verdadeira de cultura caipira.

Participação especial dos convidados de Dona Nita e Seu Zé, é Maria Lucia, outra personalidade da arte do interior.

DIA 24 DE JUNHO DE 2010 AS 20hs
no Espaço Clariô!
Impagável.. ou seja: Gratis!


Axé!

sábado, 29 de maio de 2010

CRÍTICA SOBRE HOSPITAL DA GENTE NA FOLHA DE SÃO PAULO!!!

CRÍTICA TEATRO
Quinta-feira - 27 de maio de 2010

Sem apelações, peça exalta o universo feminino da favela

Montagem de Mario Pazini tem monólogos baseados em Marcelino Freire

Lenise Pinheiro/Folhapress
As atrizes do grupo Clariô encenam "Hospital da Gente"

CHRISTIANE RIERA
CRÍTICA DA FOLHA

Com mais de dois anos de história, o espetáculo "Hospital da Gente", uma verdadeira ode ao universo feminino da favela, acaba de migrar, para uma curta temporada, do Taboão da Serra para a praça da Sé.
Dirigidas por Mario Pazini, as sete talentosas atrizes que formam o Grupo Clariô de Teatro se revezam na encenação de breves monólogos adaptados de vários livros de Marcelino Freire, entre eles "Contos Negreiros" (Prêmio Jabuti), "Balé Ralé" e "Angu de Sangue".
Resumir as tragédias que assolam as personagens pode resultar em clichês que não traduzem a riqueza desta montagem.
Sob o ponto de vista da periferia, assistimos ao desfile de mulheres marrentas que não se dobram ao sofrimento. Pelo contrário, debocham das próprias mazelas com muita poesia, algum humor e pouco ressentimento. Não há espaço para vitimizações.
"Dão valor demais para o amor", afirma a mãe que doa seus filhos ao criticar o choro daquelas que os levam. Para que se emocionar com um coração que bate se "bom mesmo é pão amassado"?
Frases fortes como essas revelam que há questões de sobrevivência anteriores a qualquer tipo de sentimentalismo projetado de fora para dentro deste universo. Afinal de contas, "o amor só constrói condomínio fechado".
Outro exemplo: uma mãe lava a camisa ensanguentada de seu filho assassinado enquanto discursa contra a opressão de uma fantasia que não lhe pertence: "A paz é que não deixa...".
Em momento mais cômico, uma analfabeta orgulhosa ironiza o assistencialismo distorcido dessa "gente que gosta de salvar pobre": "E capim sabe ler? Escrever?"

APROPRIAÇÃO
No cenário, a estrutura de uma instalação permite ao espectador circular pelo espaço entre os barracos recriados com minúcia por onde se espalham pequenos palcos.
Há um descompasso entre o ambiente ficcional da favela e a realidade mais fria aparente nos mármores e arcos do prédio da Caixa.
Em vez de apontar para qualquer tipo de artificialismo teatral, porém, esta estranheza serve para ressaltar ainda mais que este é um autêntico projeto de apropriação do centro pela periferia.


HOSPITAL DA GENTE
QUANDO de hoje a dom., às 19h30
ONDE Caixa Cultural - Sé, pça. da Sé, 111, tel. 3321-4400
QUANTO grátis (retirar ingressos com uma hora de antecedência)
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
AVALIAÇÃO ótimo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

22º QUINTASOITO - GRUPO QUERERES!!!

E no 22º QUINTASOITO, temos o prazer de receber em nossa casa o GRUPO QUERERES.
Um grupo jovem de teatro que vem fazendo sua história aos poucos, sempre preocupado com questões importantes a sociedade, mas sem perder a graça, a beleza no fazer!
Eles irão oferecer trechos do novo espetáculo, e depois, contar um pouco sobre seus processos..

Enfim.. aquele sempre bom debate-papo, após uma sopa, que dessa vez, será feita não por nós, mas pela Raíssa, que pelo que sabemos, é um aespecialista!!

Imperdível!

Grupo Quereres
Espetáculo : Black-out

"Tudo que eu me lembro é: Eu ouvia gritos. Era como estar num sonho, mas acordado ao mesmo tempo. E tudo que eu escuto é: Por favor, não! Pare! E aí... Eu sei lá. Na manhã seguinte, eu estava numa cela de cadeia. Eu não sabia como tinha ido parar lá. E eu pensei assim: Ah, não... O que foi que eu fiz?"
Uma peça curta sobre ser vítima de bullying, revidar, tentar conquistar um espaço para si mesmo, se tornar feroz, fazer uma coisa idiota, perder tudo e depois encontrar o caminho de novo.
Bom gente, é nessa quinta-feira, dia 27 de maio às 20hs!
Nossa casa está aberta pra receber quem vier!
Entrada é franca e a sopa também!!!
Axé!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nós e Marcelino e Ave Nossa!!!

Irresistível...
Tive que sequestrar esta postagem do blog de Marcelino Freire, pra compartilhar com vocês um tiquin de nossa história, através das palavras de grande escritor e maravilhoso amigo!
Vejam aí:


"HOSPITAL NO CENTRO


Estávamos eu e o Chico César. Há uns três anos, em um evento no
b_arco. Quando vimos a atriz Naruna Costa. Soltando a voz. Putz! Porra! Numa interpretação furiosa da música Beradêro do Chico. Fomos nós dois falar com a Naruna. E ali conhecemos o grupo Clariô, de Taboão. Dei a eles um exemplar do meu Contos Negreiros. Depois, recebi um telefonema. Eles iam levar meus textos à cena. Do sobrado em Taboão, construíram uma favelona. Vielas e quartos onde habitaram meus personagens. A direção de Mario Pazini. E só mulheres no elenco. São sete ao todo. Lembro de minha emoção. Quando me disseram: "vamos ficar um ano em cartaz, custe o que custar". Há muitas cenas ao ar livre. Quando chove, enche de enchente. Quantas vezes o grupo teve de recolher as roupas. E cancelar a apresentação. No dia em que o Chico foi ver, não viu. O toró caiu. Puta que pariu! O título da peça é Hospital da Gente. Extraído exatamente da Beradêro do Chico. Pois bem: o tempo (ou seria temporal?) passou. E a peça já ganhou vários prêmios. Volta, de vez em quando, em temporada. Já viajou para o Rio de Janeiro, já foi contemplada com o prêmio Myriam Muniz, recebeu o ProAc, circulou por vários cantos da periferia de São Paulo, enfim, assado. E a partir de amanhã, patrocinados pela Caixa, eles estarão de graça na Caixa Cultural, sempre de quinta a domingo, às 19h30, até o dia 30 de maio. Uma vitória. Bem sei. A luta dessa trupe talentosa. Não canso de agradecer. A luz que eles me deram. Sempiternamente. Mais sucesso, queridos, sucesso! São Vozes de faca cortando / Como o riso da serpente / São sons de sins, não contudo / Pé quebrado verso mudo / Grito no hospital da gente. E tenho ditO. Para saber mais, clique aqui em cima. E beijos no umbigO. Fui."

( Retirado do blog eraOdito de MARCELINO FREIRE. Quem ainda não conhece, bora lá, clicando aqui!)