sábado, 23 de junho de 2012

URUBÚ POUSA NO SESC E SARAU DO BINHO NO ESPAÇO CLARIÔ!!!

E o GRUPO CLARIÔ segue em temporada no SESC SANTO AMARO, agora com o espetáculo URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!que traça a vida e a obra do poeta MIRÓ DA MURIBECA. 
BORA CHEGAR MINHA GENTE! 
A TEMPORADA É CURTA
MOSTRA CLARIÔ NO SESC SANTO AMARO
SAIBA MAIS aqui













E nesta SEGUNDA FEIRA o ESPAÇO CLARIÔ  tem a felicidade de receber mais uma vez SARAU DO BINHO.
Pra quem ainda não sabe, o bar onde era realizado o SARAU DO BINHO foi fechado, multado, lacrado, autuado
Estamos todos em luta e, pra nos manter aquecidos, o sarau continua em itinerância por onde possa passar...
Seu próximo pouso é nesta segunda feira no ESPAÇO CLARIÔÉ SÓ CHEGAR. 

E você também pode contribuir na campanha pelo Sarau do Binho://catarse.me/pt/saraudobinho

"SARAU DO BINHO VIVE" NO CLARIÔ!" 
RUA SANTA LUZIA 96 TABOÃO DA SERRA
contatos: 4701 84010 / 11 9621 6892

segunda-feira, 18 de junho de 2012

SARAU DO BINHO VIVE!

"ERA UM BAR, QUE NAO QUERIA SER BAR. 
ESSE BAR FECHOU AS PORTAS 
E ABRIU OS OLHOS DA GALERA"... 
S A R A U   D O   B I N H O   V I V E !
CONTRIBUA COM QUANTO PUDER NA CAMPANHA PELO SARAU DO BINHO CLICANDO AQUI.

domingo, 10 de junho de 2012

"HOSPITAL DA GENTE" NO SESC SANTO AMARO

E o GRUPO CLARIÔ segue mais um final de semana em cartaz no SESC SANTO AMARO com o espetáculo "HOSPITAL DA GENTE"! 
A temporada está lindíssima! Boralá conferir?

Mostra CLARIÔ DE TEATRO no SESC SANTO AMARO 
Clique aqui  para informações. 


sexta-feira, 1 de junho de 2012

CLARIÔ MOSTRA REPERTÓRIO NO SESC!

E é com muito prazer que anunciamos a 
MOSTRA DE REPERTÓRIO DO CLÁRIÔ NO SESC. 
Uma curta temporada dos espetáculos  HOSPITAL DA GENTE  e URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!  na unidade de SANTO AMARO, no mês de junho de 2012. 

Confira a programação..
HOSPITAL DA GENTE 
DE 08 À 17  DE JUNHO 
SEXTAS e SÁBADOS às 21H e DOMINGOS às 18H. 
HOSPITAL DA GENTE - PERIFERIA - ESTÉTICA
“Muitas outras obras, em todas as linguagens artísticas, surgiram para confirmar que no gueto pulsa uma arte renovadora.” (*)
A arte que se "produz" nas bordas da cidade é diferenciada sim, pois não está preocupada em reproduzir, em menores condições, o que já em sendo feito no circuito metropolitano. Trata-se de uma construção artística autêntica, alta-cultura vinculada na experiência dos seus artistas, que geralmente propõem uma discussão pura sobre questões sociais legítimas e essenciais para a comunidade e sobre a mesma.
A falta de recursos durante construção de um espetáculo, é superada pela criatividade, e a precariedade assumida, vira "forma" e desemboca em uma estética, considerada hoje como "própria da periferia". 
Hospital da Gente surge neste contexto, sua linguagem está enraizada na marginalidade, e seu discurso, através da inversão de valores, é capaz de abordar delicadamente relatos sobre uma realidade violenta. 
(*) Trecho retirado do artigo “No Mundo da Cultura, o Centro Está em Toda Parte”, publicado em fevereiro de 2008, na versão brasileira do jornal francês “Le Mond Diplomatique”, por Eleilson Leite

SINOPSE:
Catadas dos cantos/contos de Marcelino Freire, trabalhadoras do Brasil abrem as portas dos seus barracos para revelarem à que vieram, qual o seu papel, seu lugar dentro de uma estrutura caótica e desigual. Sem drama!
Não há o Drama.
Figuras tão conhecidas como a mendiga, a bêbada, a prostituta , a velha, a mãe ou a dona de um boteco de uma Favela Fênix qualquer, dão luz à perguntas apagadas do nosso questionário a respeito do que está acontecendo.
O que esta acontecendo?
O que você faz com a fome, tem remédio? Onde eu vou achar tanto remédio bom? Minhas asas quem mandou cortar? Capim sabe ler? Hein? E o cachorro? A cachorra? Sou puta ou não sou puta? Parado não é pior? Repartir seu quarto? Pergunta? Cadê meus dentes? Tem esforço mais esforço do que o meu esforço? Ta me ouvindo bem? Já viu amor entre porco? Entre sapo? Entre pombo? Aí diz que o pombo é bonito porque o pombo se empomba, porque o pombo corre atrás da pomba, bom é pombo assado e pronto!
FICHA TÉCNICA:
Textos: Marcelino Freire 
Direção : Mário Pazini 
Elenco: Maira Galvão, Martinha Soares, Naloana Lima, Naruna Costa, Paloma Oliveira e Luana Lima
Cenografia: Alexandre Souza (João) 
Iluminação: Will Damas
Música (composição e direção musical): Naruna Costa 
Sonoplastia—Radio Eita Pôxa FM? Renato Nascimento 
Figurinos: Grupo Clariô de Teatro Assessoria de Figurinos : Leandro Benites
Adereços: Naruna Costa e Martinha Soares 
Contra-regras: Washington Gabriel 
Música Beradêro: Chico César






















SERVIÇO:
HOSPITAL DA GENTE:
DE 08 À 17 /06/ 2012 
SEXTAS E SÁBADOS 
AS 21H / DOMINGOS 18H

URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA: 
DE 22 DE JUNHO  À 01 DE  JULHO DE 2012 
SEXTAS E SÁBADOS 
AS 21H / DOMINGOS 18H

LOCAL: 
SESC SANTO AMARO: 
Rua Amador Bueno, 505  -  Santo Amaro
Telefone: 5541-4000

INGRESSOS:
R$ 12,00 (inteira)
R$6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes / + 60 anos / Professor da rede pública de ensino e estudante com comprovante)
R$3,00 (Trabalhador no comércio de bens / Serviços e turismo matriculado no SESC  e dependentes)












U R U B Ú   C O M E   C A R N I Ç A   E    V Ô A!
DE 22 de JUNHO à 01 de JULHO de 2012
SEXTAS e SÁBADOS às 21H e DOMINGOS às 18H. 

SINOPSE: 

Escritos crônicos e retratos da vida de um poeta pernambucano, 
negro, oriundo de MURIBECA, bairro periférico, que leva o mesmo nome do lixão em torno do qual o conjunto habitacional onde mora foi construído.
João Flávio Cordeiro, o MIRÓ DE MURIBECA, faz da poesia a maneira mais concreta de responder a violência sofrida e observada por ele cotidianamente.
Um artista intenso, crônico por natureza que, além dos escritos, traz no corpo e na palavra dita, uma visceralidade peculiar, que propõe novos olhares para um lugar onde “um sujeito pode bater no outro, só porque ele deu um riso!”, mas que, recheado de seu “alegrismo poético”, é capaz de colorir a tragédia e alçar vôos de celebração à vida.
Uma ponte, uma travessia até Miró, é o que o novo espetáculo do grupo Clariô propõe. Atravessando a palavra do poeta de corpo e órgãos, descobrindo musicalidades e gestos que traduzam, dialoguem seus ditos tão urbanosertanejos.
“URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!” é o que nos clariô 
nestinstante como chuva fina ao sol.

FICHA TÉCNICA:
Escritos crônicos: Miró de Muribeca
Direção: Mário Pazini
Atores/criadores: Alexandre Souza, Diego Avelino, Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa.
Ator Convidado: Washington Gabriel
Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro
Assessoria dramatúrgica: Will Damas
Cenário: Alexandre Souza (João) e Mário Pazini
Figurinos e adereços: Martinha Soares e Naruna Costa
Iluminação: Will Damas
Fotos: Guma e Sheila Signário
TRILHA DA PEÇA:
Composição: Giovanni Di ganzá e Naruna Costa
Direção Musical: Giovanni Di Ganzá
Interpretação: (Violibeca: Giovanni Di ganzá, Voloncello: Klaus Wernet, Viola Caipira: Agnaldo Nicoletti e Saxofone: Pablo Quiñones) 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

VIRGÍNIA ROSA & OGAIR JÚNIOR no 42º QUINTASOITO - 31 DE MAIO no CLARIÔ

É  isso aí minha gente, neste mês de maio, tão significativo, vamos receber em nossa casa:
V I R G Í N I A   R O S A  &  
O G A I R   J Ú N I O R               

Eles vem nos prestigiar com o show:
A MESMA VOZ & OUTRO PIANO (Uma homenagem ao saudoso pianista Geraldo Flach, com quem Virgínia iniciou o projeto VOZ & PIANO).  

Após o show, o nosso velho e bom bate papo com Virginia e Ogair, ao calor e sabor da clássica sopinha do Clariô.


Sobre...
UM ENCONTRO, UMA HISTÓRIA

Em 2005, Virgínia Rosa foi convidada a substituir Lucinha Lins – que por conta das gravações da novela em que atuava à época não poderia viajar - numa única apresentação com Geraldo Flach na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Virgínia Rosa partiu então para aquele que seria seu primeiro encontro com Geraldo Flach. A empatia entre os dois foi imediata - e o resultado, um belíssimo espetáculo visto por mais de mil pessoas. E muitos pedidos para novas apresentações.
A “linda amizade musical”, como diz a cantora, transformou o que seria um único evento num aplaudido show já visto em São Paulo (interior e capital), em várias cidades do Rio Grande do Sul, em Salvador, na Bahia, e em Punta Del Este e Montevidéu, no Uruguai. E, cinco anos depois, nascia o CD Virgínia Rosa & Geraldo Flach – Voz & Piano - o belo trabalho que marcou o encontro destes dois talentosos artistas que o acaso reuniu e uma síntese das várias apresentações que fizeram juntos.
Mas a vida nem sempre é generosa. E em 3 de janeiro de 2011 perdemos o parceiro e amigo querido Geraldo Flach para um câncer contra o qual vinha lutando bravamente há tempos. Nos dias 15 e 16 do mesmo mês, Virgínia Rosa homenageou o amigo e músico extraordinário com dois belos shows, acompanhada ao piano pelo igualmente talentoso Ogair Júnior (que participa do disco na faixa “Tahi”).

O SHOW
A MESMA VOZ & OUTRO PIANO
Mas o show tem que continuar. Virgínia Rosa sobe ao palco agora acompanhada ao piano por Ogair Júnior. A mesma voz, outro piano e o mesmo bem-cuidado trabalho que é marca registrada da carreira destes artistas. 
Virgínia e Ogair Júnior têm uma bela e já longa história de parceria. Apresentaram-se juntos inúmeras vezes, em diversos lugares e para diferentes públicos. É dele, por exemplo, a direção musical de shows da cantora como "Na Batucada da Vida" (em que, com Célia e Lucinha Lins, homenageia Carmen Miranda); "Palavra de Mulher" – espetáculo em que Virgínia divide o palco com Tania Alves e Lucinha Lins para interpretar personagens femininas da obra de Chico Buarque – e "Baita Negão", show de lançamento do CD homônimo em que Virgínia canta canções compostas por Monsueto.
A Mesma Voz & Outro Piano apresenta ao público o meticuloso trabalho registrado no CD Virgínia Rosa & Geraldo Flach – Voz & Piano e que conquistou a crítica especializada. O show foi reformulado, algumas músicas ganharam novos arranjos e interpretação, outras permaneceram com os arranjos concebidos por Geraldo Flach. O repertório do espetáculo traz músicas que integram o CD como “A Flor”, “Qui Nem Jiló”, “Kalu”, “Pressentimento”, “Dindi”, “Maria, Maria”, “Mercedita”, “Upa Neguinho”, “Cacilda”. “Meu Amor Chorou”, “Canção de Índio”, “Choro Amoroso” e “A Voz do Coração”.



V I R G Í N I A   R O S A 

Bisneta de índia e fi lha de mineiros, Virgínia Rosa nasceu e cresceu em São Paulo.
Começou sua carreira, no início dos anos 80, como vocalista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção 
Em meados da mesma década, tornou-se vocalista do grupo Mexe com Tudo, com o qual trabalhou por sete anos e excursionou para a França e outros países da Europa.
Já na década de 90, Virgínia partiu para carreira solo fazendo diversos shows. Seu primeiro CD, Batuque (1997) - com músicas de Itamar Assumpção, Luiz Gonzaga, Lenine e Chico Science -, lhe valeu a indicação de cantora revelação no Prêmio Sharp. O segundo, A Voz do Coração, tem composições de Thomas Roth, Chico César, Herbet Vianna, Gilberto Gil e Luiz Melodia. Samba a Dois, o terceiro, inclui regravações de Cartola, Candeia e de novos compositores como Luísa Maita e Tito Pinheiro. Em seu recente CD, Baita Negão, Virgínia Rosa homenageia Monsueto interpretando várias de suas canções. Em 2010, a cantora presenteou seu público com Virgínia Rosa & Geraldo Flach – Voz & Piano.
Ao longo destes anos, além dos shows que acompanharam os CDs, a cantora fez inúmeras outras apresentações, sempre com muito talento e versatilidade: Palavra de Mulher (em que canta músicas de Chico Buarque); Na Batucada da Vida (uma homenagem à Carmen Miranda); Virgínia Rosa Canta Clara (que deu origem também a um especial de TV); Palavra de Paulista (em que, ao lado de outras cantoras, dá voz a músicas de compositores paulistas) e Nega Música (cantando
canções de Itamar Assumpção) são apenas alguns destes trabalhos.

O G A I R   J Ú N I O R
Instrumentista, arranjador, pianista acompanhador e professor, Ogair Júnior iniciou seus estudos de música aos 6 anos e participou de diversos workshops e masterclass com músicos como Nelson Ayres, Vinícius Dorim, Vicent Gardner
e Jhonny Alf. Ao piano, já acompanhou nomes como Gal Costa, Lucinha Lins, Ná Ozetti, Jair Rodrigues, Luciana Mello, Fernanda Porto, Cris Afl alo, Graça Cunha, Ana Cañas e Mônica Schimenes.
Entre 2004 e 2007, Ogair Júnior foi maestro do programa de Hebe Camargo e pianista da Orquestra do SBT. Professor de piano da FMU-FAAM - SP e Fundação das Artes, em São Caetano do Sul, integra ainda o quarteto instrumental Miscelânea Paulista.
Recentemente participou do projeto A Mulher e o Piano – Uma História de Amor, acompanhando a cantora Célia. Assina também a direção musical do novo CD da cantora - O Lado Oculto das Canções, lançado em 2010. Já tocou com Virgínia Rosa em diversas ocasiões e é dele a direção musical de shows como "Na Batucada da Vida", "Palavra de Mulher" e "Baita Negão".

  4 2 º   Q U I N T A S O I T O  
VIGÍNIA ROSA OGAIR JÚNIOR
31 DE MAIO DE 2012 - QUINTA FEIRA  - 20H
ENTRADA FRANCA!

ESPAÇO CLARIÔ: 
RUA SANTA LUZIA - 96
TABOAO DA SERRA - SP 
(PRÓXIMO AO HOSPITAL FAMILY)
TEL: 11 4701 8401 / 11 9621 6891
Apoio: 



domingo, 6 de maio de 2012

CLARIANAS NA VII MOSTRA LATINO AMERICANA DE TEATRO DE GRUPO - CRÍTICAS

E no dia 29 de abril, o Grupo Clariô fechou a VII MOSTRA LATINO AMERICANA DE TEATRO DE GRUPO em grande celebração, com o show das  CLARIANAS.
Uma noite linda, que brindou a presença e força da mulher na cultura dos países Latino Americanos. 
Foi muito especial para o Clariô representar o Estado de São Paulo este ano! 
Vejam abaixo críticas de MICHEL FERNANDES (APLAUSO BRASIL) e de SHADAY LARIOS (CRÍTICA do MÉXICO) sobre o show:



por Michel Fernandes
(crítico e editor do site APLAUSO BRASIL)
O canto exuberante das “Clarianas”, espetáculo em que
quatro atrizes do Grupo Clariô, de Taboão da Serra (São Paulo),
interpretaram canções que surgiram no decorrer do proces-
so de montagem de seus espetáculos – “Hospital da Gente” e
“Urubu Come Carniça e Voa” –, encheu o espírito da plateia de
entusiasmo encerrando, com acerto, a VII Mostra Latino Ameri-
cana de Teatro de Grupo.
Em singelos e artesanais vestidos brancos (do figurinista
Leandro Benites que, também, assina o espaço cênico formado
por fachadas de casebres bem humildes ao fundo, uma peque-
na plataforma onde estão Giovani Di Ganzá – cordas – e Fefe
Camilo-percussão-=, microfones à frente do palco), entram as
intérpretes e comunicam que o show dará voz às “mulheres
ancestrais “. E fazem isso com cantigas inspiradas no cancio-
neiro popular, das incelenças ao samba de roda.
Todas as letras, até as mais poéticas, tem extremo com-
prometimento social, evocando problemas enfrentados pela
comunidade que abriga a sede do Grupo Clariô (Taboão da
Serra, município humilde do Estado de São Paulo) , problemas
como seca ( grande parte dos habitantes da região tem, como
descendentes, nordestinos), além de observações de pessoas
e tipos que vivem no local (destaca-se aqui a música Erê, de
Naloana Lima, que fala sobre o dia-a-dia das crianças locais).
Naruna Costa assina as demais letras, além dos arranjos e di-
reção musical, todos os quesitos com extremada criatividade,
competência e sensibilidade.
Como nos shows da intérprete da MPB de maior destaque,
Maria Bethania, a teatralidade dos gestos, da forma de cantar
as letras, a forma com que o conteúdo das canções são inter-
pretados, carregam em seu bojo o toque que confere à “Claria-
nas” o status de show de protesto. Não que seja um espetáculo
panfletário e triste, ao contrario, “Clarianas” empolga tanto que
o público não se acanha em dispensar as cadeiras que forma-
vam a plateia e abrir uma enorme pista de dança.
O Grupo Clariô de Teatro finca sua estaca no rol dos coleti-
vos teatrais mais interessantes do estado de São Paulo. É bom
que se grave esse nome.

por Shaday Larios
 (crítica mexicana)
Dice Nietzsche que nuestra voz es un canto reprimido y que
nuestro caminar una danza también reprimida, As Clarianas
voces y músicas derivadas de distintos procesos teatrales del
Grupo Clarió, es un homenaje que lleva en su esencia la sen-
sación hacia ese retorno de libertad y desprendimiento de los
sometimientos sociales arbitrarios. La investigación -arqueo-
logía sonora- para lograr el concierto de las piezas escénicas
está fundamentada en una búsqueda de la ancestralidad afri-
cana latente en ciertas regiones de Brasil. Y en congruencia, su
plástica auditiva está liderada por mujeres vestidas de blan-
co, a la usanza de muchas ceremonias de etnias femeninas
latinoamericanas milenarias que le danzan y le cantan a las
mitologías de la fuerza universal. Recuperar el elevamiento de
la voz con rítmicas imitadas, traducidas de las orquestaciones
naturales para utilizarlas a su vez como una forma de protesta,
de manifestación y resistencia de los lugares más marginales,
excluidos, en este caso de Sau Paulo. Las canciones son rela-
tos, crónicas-extracto de situaciones de conflicto social, ora-
ciones, ductos hacia lo inmanente que subliman el carácter de
lo corruptible hacia la temporalidad no cronológica propia de
los movimientos rituales: reconectarse con el origen, de cuan-
do el principio de los tiempos y remover la corporalidad hacia
il illo tempo ab origine de las sociedades premodernas en las
que la noción de progreso se anulaba a favor de la observa-
ción y vivencia de un presente continuo, basado en relaciones
analógicas con el principal poder llamado agradecimiento y
praxis congruente con una justicia u orden absoluto. As Claria-
nas es una célula perteneciente a un cuerpo escénico mayor
que trabaja a favor de una actividad de escucha y análisis de
una comunidad desfavorecida, y que bajo una intensa labor de
autogestión mantiene un espacio de diálogo con ese sector
para integrarlo a través de las herramientas del arte hacia sus
raíces, o para indagar en un discurso intermediario entre las
realidades más duras y su posible catarsis, expresión y divul-
gación. El arte destinado a la inclusión social como alternativa
de supervivencia, zona de debate y escucha, utilizado por este
colectivo, espejo y ejemplo de muchos otros grupos brasileños
enfocados en esa misión.

JORNAL DA VII MOSTRA LATINO AMERICANA DE TEATRO DE GRUPO EDIÇÃO 7

Foto: Fernanda Pessoa

quinta-feira, 3 de maio de 2012

"TEATRO DO OPRIMIDO" NO ESPAÇO CLARIÔ NESTE SÁBADO!!

Caros amigos, 
Estamos aqui anunciando a apresentação de um espetáculo muito interessante, que acontece neste final de semana no ESPAÇO CLARIÔ!

Trata-se dos coletivos GRUPO DE TEATRO DO OPRIMIDO DA GAROA e MUDANÇA DE CENA
que oferecem a peça-fórum TORQUEMADA 17BALAS no sábado, dia 05 de maio, as 20h 
e a OFICINA DE TEATRO DO OPRIMIDO no domingo, dia 06 de maio, das 13h as 19h. 

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS!
vejam abaixo informações detalhadas.
Bora?!
 Sinopse do espetáculo
“Torquemada – 17 Balas” é uma releitura do texto “Torquemada” de Augusto Boal, refere-se à repressão policial, à violência do Estado, à impunidade e ao autoritarismo que se faz presente ainda hoje, fruto da história da sociedade brasileira e recorrente na história da humanidade. No espetáculo, após pronunciamento de Tomás de Torquemada, inquisidor espanhol da idade média, o público acompanha o relato descrito por Boal sobre a tortura que sofreu no período do regime militar e a leitura de parte de seu processo criminal de 1971. A peça segue para a atualidade e um jovem toma o lugar do “subversivo” da época, em uma jornada de acontecimentos pelos subterrâneos da violência atual nas periferias. Na dramaturgia proposta, as falas dos torturadores do passado estão presentes naqueles que violam os direitos humanos nos dias de hoje, trazendo à memória os “anos de chumbo” e sua influência na atualidade. O enredo é costurado por músicas compostas coletivamente pelo grupo, que garantem também momentos de descontração à peça. Ao final do espetáculo, o público é convidado a entrar em cena em busca de alternativas para o conflito apresentado. Inicia-se a sessão de Teatro Fórum.
ESPAÇO CLARIÔ: 
R. SANTA LUZIA - 96 - JD. SANTA LUZIA 
TABOÃO DA SERRA - SP
TEL:11  4701 8401 / 11 9621 6892
email: grupoclario@uol.com.br
www.espacoclario.blogspot.com