segunda-feira, 27 de abril de 2009

Reestréia: Hospital da Gente - 09 de maio de 2009

Viva!!!! É com muita alegria que anunciamos a volta do espetáculo Hospital da Gente ao seu palco de origem, o Espaço Clariô. Após ter encerrado temporada em 2008, a peça que foi criada aos moldes do Espaço (nada convencional) Clariô, ganhou uma nova roupagem adaptando-se para circulação. Cruzou a fronteira do Rio de Janeiro em uma curta temporada no espaço Caixa Cultural, voltou para Sampa e foi a vez do Sesc Ipiranga abrigar o assentamento. A satisfação de levar o espetáculo para outros lugares, de decolar e se surpreender com os resultados é um estímulo revigorante para o grupo e fica conosco ainda a gana para levá-lo para mais lugares. Porém, não poderíamos abrir mão de reestreiar a peça em sua adaptação original, resultado de 1 ano de pesquisa e trabalho, aqui na nossa casa. Aqui contamos com uma energia extra acumulada por cada sarau, cada amigo recebido, cada madrugada de trabalho, enfim cada ato da história do grupo que foi e está sendo construída neste lugar. E também foi aqui que o Hospital da Gente conquistou os prêmios "Ocupação de Espaço", "Melhor Espetáculo do Interior e Litoral" e rendeu ao Clariô o título de "Grupo Revelação", todos pela Cooperativa Paulista de Teatro.
Tomados dessa energia vamos abrir os portões ao público no dia 09 de maio as 21h, ali mesmo na rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra, o nosso lar-doce-lar... ficaremos em cartaz todo sábado, porém no dia 16/05/2009 não apresentaremos em nome da mostra reflexiva de cinema FazLáoCafé que acontecerá neste dia as 17h. Estão todos convidados á participar da mostra e á assistir a peça Hospital da Gente, e para quem não se lembra:

"Se chover não haverá espetáculo, risco de enchente!!!"

Ah delícia!!!!! Esperamos vocês!!!! Por favor, divulguem.

PRA QUEM AINDA NÃO VIU, ASSISTA O TRAILLER:

Hospital da Gente
Grupo Clariô de Teatro
Autor: Marcelino Freire
Direção: Mário Pazini
Elenco: Alaissa Rodrigues, Janaína Batuíra, Maira Galvão, Martinha Soares, Naloana Lima, Naruna Costa e Paloma Oliveira.
Cenário: Alexandre Souza
Iluminação: Will Damas
Sonoplastia: Gilberto Franco Jr.
Sábados as 21h
Espaço Clariô - Rua Santa Luzia, 96 - Taboão da Serra - SP
Entrada: R$20,00 -
Promoção: Todo mundo paga meia (R$10,00).
Contato:
(11) 9995-5416

Saiba Chegar no Espaço Clariô

sábado, 18 de abril de 2009

1ª MOSTRA Reflexiva FAzLÁoCAFÉ de CINEMA NO ESPAÇO CLARIÔ

1a Mostra Reflexiviva FAzLÁoCAFÉ de Cinema


Por ocasião do Dia Nacional de Luta contra o racismo, 13 de maio, a Cia Os Crepos e o Grupo Clariô de Teatro realizam uma mostra de filmes nacionais de curta e média metragem que abordam a questão da identidade negra e periférica.
Fazem parte da Mostra debates com os criadores dos filmes sobre o tema; as mesas dos debates serão mediadas por Allan Da Rosa e Alexandre Bispo.

PROGRAMAÇÃO:

SÁBADO - TEMA: IDENTIDADE
Mediador: Alexandre Bispo

Filmes:
Zumbi somos nós - Frente 3 de Fevereiro
Cigano - Eduardo Mattos
Dê Sua Ideia De Bata - Viviane Ferreira - Odum Produções
Vaguei os livros e me sujei com a m. toda (Edições Toró: Akins Kinte, Mateus Subverso e Allan da Rosa)

DOMINGO - TEMA: SOBREVIVÊNCIA
Mdiador: Allan da Rosa

Filmes:
Espelho: Dois Fins de Semana na Zona Sul - C.U.F.A. Central Unica das Favelas
Darluz - Leandro Goddinho
Miró - Poeta Preto Probre e Periférico - Wilson Freire
Zagati - Edu Felistóque e Nereu Cerdeira


LOCAL: Espaço Clariô
Rua Santa Luzia, Taboão da Serra
Quando: 16 e 17 de maio das 17 às 22h.
ENTRADA FRANCA!!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

A(U)TORES EM CENA

Os autores viram atores neste evento idealizado pelo escritor Marcelino Freire que terá sua 2ª edição já neste fim de semana (11 e 12 de Abril) no espaço Itaú Cultural. A proposta é promover uma apresentação teatral, com todo seu dinamismo natural (sonoplastia, iluminação, etc.), onde os escritores encenam seus próprios textos pelas mãos de um diretor teatral.
O GRUPO CLARIÔ DE TEATRO abraça a idéia fazendo uma participação especial no espetáculo "PEDRAS NÃO FALAM, MAS QUEBRAM VIDRAÇAS" onde o diretor MÁRIO PAZINI (Grupo Clariô) conduz em cena os escritores FERRÉZ (autor de Capão Pecado) e SÉRGIO VAZ (poeta criador do Sarau da Cooperifa) juntamente com as atrizes convidadas Naloana Lima e Martinha Soares (Ambas do Grupo Clariô). Coincidência (ou não) Ferréz, Sérgio e Grupo Clariô desfrutam em comum do trabalho e da ligação que ambos têm com a periferia, vale a pena conferir o caldo que vai dar dessa mistura!!! Fiquem espertos pois o espetáculo terá única apresentação (Sábado -11/04/2009)!!!!
Já no domingo o projeto segue com escritor mineiro radicado em São Paulo André Sant'Anna e o prosador, ensaísta, dramaturgo, tradutor e jornalista paulista João Silvério Trevisan autorrepresentam seus textos no espetáculo Amor&Exílio. Eles são dirigidos pelo pernambucano Antonio Cadengue, diretor artístico da Companhia Teatro de Serafim, que já trabalhou em várias adaptações de obras de Trevisan. Amor&Exílio tem, ainda, participação especial de Vanessa Bumagny, cantora paulistana, e do guitarrista Zeca Loureiro, que recentemente participou do CD Fora de Órbita, de Maria Rita.
Confira programação:

Sábado 11 de abril 20h - "Pedras Não Falam mas Quebram Vidraças!"
Texto e interpretação de Ferréz e Sérgio Vaz
Direção de Mário Pazzini
Participação especial do Grupo Clariô de Teatro
Classificação etária: Livre

Domingo 12 de abril 20h - Amor&Exílio
Texto e interpretação de André Sant'Anna e João Silvério Trevisan
Direção de Antonio Cadengue
Participação especial da cantora Vanessa Bumagny e do guitarrista Zeca Loureiro
Classificação etária: 16 anos

ENTRADA FRANCA! - ingresso distribuído com meia hora de antecedência (247 lugares)
Itaú Cultural - Sala Itaú Cultural Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô)

sexta-feira, 20 de março de 2009

HOSPITAL DA GENTE NO RIO DE JANEIRO - por Rangel Andrade!!!

CLARIÔ: UMA LUZ NA PERIFERIA!
Março 13, 2009
Por Rangel Andrade

O ano é 2001. Um grupo de artistas se junta em Taboão da Serra com o objetivo de criar um grupo teatral que pudesse refletir sobre a arte na periferia.
Quatro anos se passaram e em 2005 é fundado formalmente o Grupo Clariô de Teatro, composto por 8 mulheres e 4 homens.
O ano é 2008. O Grupo monta Hospital da Gente, indicado a cinco categorias no Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, do qual conquistaram três troféus. O espetáculo passou pelo Rio de Janeiro onde teve uma rápida temporada na Caixa Cultural, entre os dias 05 e 15 de fevereiro, mas foi o suficiente para deixar gravado na memória dos cariocas um espetáculo marcante e diferente dos que vêem sendo apresentados na cidade nos últimos meses.
Ao entrar no teatro somos convidados a ser o centro da apresentação, nos tornamos personagens principais ao apossarmos do palco. As cenas se desenrolam á nossa volta como um quadro onde o foco em cada momento muda de lugar, giramos 360º graus e vemos estas mulheres serem reveladas. Cada uma com sua história, sua dor, sua verdade.
O cenário de Alexandre Souza e Gilberto Franco Jr. nos leva para uma viagem pela periferia paulistana. O assentamento se ergue ao nosso redor, vamos conhecendo seus casebres, fazendo parte daquele dia-a-dia. Um dos pontos altos do espetáculo é quando passeamos pela favela: suas vielas, roupas, pessoas e por fim tomamos café com a velha Totonha. É de uma realidade incrível, que chega a doer ver uma senhora naquelas condições de vida.
O teatro começa a levar para o mundo um mundo que sabemos que existe, mas que fingimos não enxergar. Nos cegamos diante das dificuldades do outro, do sofrimento alheio, diante do caos de um capitalismo exagerado ... e vamos vivendo...
Grupos como o Nós do Morro, no Rio de Janeiro, Clariô, em São Paulo e indo mais longe o Bando de Teatro Olodum, na Bahia, iniciaram um novo caminho no Brasil que é o de incluir os excluídos e apresentá-los para o mundo: suas vidas, seus gestos, suas palavras erradas, seus barracões; toda uma cultura periférica que não queremos aceitar, mas que está logo ali num morro qualquer atrás das nossas casas.
Somos convidados há uma nova reflexão no mundo atual: seria o teatro o caminho para a socialização da periferia? Ou estaria o teatro fazendo o trabalho dos nossos governantes?
Um texto forte. Uma sensação de inércia. Um grupo promissor. Um início de reflexão. Uma denúncia ao mundo. Um clarão em meio ao caos. Uma semente que foi plantada. Uma árvore que começa a dar frutos. Um teatro que nos leva... nos leva... nos leva....
"Veja ela ali acessa, dentro da fumaça. Divina.Diz dona Preta: EU É QUE NÃO VOU MORRER DE CINZA"(Marcelino Freire)
Mais informações sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo no blog: www.espacoclario. blogspot. com

terça-feira, 3 de março de 2009

FESTA NO CLARIÔ SUCESSO TOTAL! COM DIREITO A BLACK-OUT E COISA E TAL!!

E AVE NOSSA, que mesmo com o black-out (que mais parecia boicote) que apagou geral a luz do pé do Cristo pra baixo, das 19hs as 21hs, o povo não parava de chegar... no escurinho mesmo, todo mundo foi se achando e achando seu espaço no Espaço Clariô!
Vixe, que se passaram 300 pessoas pelo Clariõ no sábado, foi pouco!!
Tava todo mundo lá: Os Trindades, Umoja, Cooperifa, Duo abanã, Os Crespos, Marcelino Freire, Edições Toró, Trupe Artemanha, Trupe Fuleragem, Sociedade Baderna, Sarau do Binho, U.T.T., Manu Maltez, Paulo Sem vulgo, Candearte, entre outros tantos poetas, artistas-plásticos, cantoras, dançarinas, percussionistas, atores e simpatizantes que fizeram o caldo ferver na noite de 28/02!!
E vifva!
Nosso salve a BRAVA CIA que só não tava lá por estar esquentando a arte e conscência no sacolão!
E que comece 2009 à todos, cheio de axé pra que a luta continue firme e resistente nos arrabaldes!!
E viva!
Nosso agradecimento pela linda noite que tivemos confraternizando com nossos parceiros e aumentando sempre nossa teia!!
Muito axé!!

Aproveitamos aqui para parabenizar a galera resistente da Cidade de Deus do Rj, que conseguiu a vitória de receber, la na favela, o aniversário da cidade!
No palco Caetano Veloso, Mart´nália, MV bill, Dudu Nobre e a Cia Tumulto de Teatro da CUFA para não sei quantas mil pessoas, em sua maioria, negra!!
saiba mais aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"Um ator doado à Filosofia no Teatro da Roda Dança" - LUIZ CARLOS LARANJEIRAS!

"Um ator doado à Filosofia no Teatro da Roda Dança é o nome do que pretendo fazer no Clariô. Em resumo, é a minha história como ator, autor, diretor, diretor musical e pensador do Teatro contado com danças, poesias, músicas e relatos de vivências, viagens e trabalhos realizados. Vou falar de teatro de rua, teatro de grupo, teatro de animação, teatro popular, da minha pesquisa de doutorado sobre o ator, o canto, a dança e o teatro musical brasileiro, a cultura popular, etc. Vou levar instrumentos, bonecos e algo mais. Naturalmente, desde sempre, pretendo finalizar com um côco, um samba-de-roda, ou uma ciranda ou tudo isso junto!..." (L.C.L.)
E viva! Que isso é só um resuminho do que pretende ser o 9º QUINTASOITO DO CLARIÔ com o mestre de teatro e cantoria LUIZ CARLOS LARANJEIRAS.
É a oportunidade de quem não conhece, conhecer esse DOUTORARTISTA que sabe... e ave!.. fazer o que faz!
E viva!
Todos lá pra comemorar, discutir, dançar e cantar neste quintasoito que, como sempre:
PROMETE ...
E CUMPRE!
E VIVA!
AXÉ!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

HERBERT BASTOS DO RJ ODIOU "HOSPITAL DA GENTE"! Do texto às atrizes a quem chama: "medianas".

E assim foi o comentário de HERBERT BASTOS em seu site Almanaque Virtual:

Fragmentos de uma realidade e atrizes medianas em cena
Por Herbert Bastos
10/02/2009


Hospital da Gente é o mais recente espetáculo do paulistano grupo teatral Clariô. Representado somente por atrizes, a peça conta a história de mulheres comuns, que vivem abaixo da linha da pobreza. O texto, sem dúvida, é muito rico no quesito expor ao público o cotidiano de mulheres que nunca estudaram em escola alguma e possuem uma espécie de conformismo com a baixa qualidade de vida que levam.


Sendo assim, afirmo, o texto de Marcelino Freire é muito popular e na mesma proporção, pouco instigante. Hospital da Gente reflete situações que não correspondem com a realidade brasileira atual. O autor usa fragmentos da realidade para questionar o descuido dos governantes com os mais pobres. Mas mesmo assim, percebo que a dramaturgia de Marcelino apresenta muitos clichês, inclusive nos textos melhor desenvolvidos.


Quem melhor se destaca nesse espetáculo é a atriz Naruna Costa. Os monólogos que ela representa são os que mais causam comoção em quem a vê em cena. Tanto quando representa a mulher do lixão, quanto a mãe que ao perder um filho diz não gostar da paz. Essa cena faz uma alusão a lavação de roupa suja em praça pública, num dialogo dessa mãe consigo mesma. A emoção que Naruna passa quando representa, é mérito do diretor Mário Pazzini? Não acredito.


Naruna transmitiu segurança todas as vezes que entrou em cena, sem dúvida ela é a mais talentosa. Já as atrizesAlaissa Rodrigues; Janaína Batuíra; Jusy Nonato; Maira Galvão; Martinha Soares e Naloana Lima Oliveira pareciam perdidas e apresentaram gestos e ações desnecessárias em cena. A direção cênica de Mário deixa muito desejar. Faltou melhor exploração de nuances do texto que foram mal transpostas na interpretação das atrizes.


O trabalho de Mario funciona melhor quando ocorre a discussão entre duas personagens distintas: a típica evangélica e a prostituta de beira de estrada. Já quando o assunto é cenário ou figurino, o desastre é total: cores usadas de forma errada; Ambientações que reproduzem mal a arquitetura de barracos das favelas ou assentamentos sem terra; Iluminação que não aguça a imaginação do espectador, isso sem falar da falta dela no mento da intenerância do público.


Mesmo com esses problemas apontados, alguns espectadores pareceram gostar muito do espetáculo. Quem tem hábito de assistir bons espetáculos, dificilmente irá gostar de Hospital da Gente. Mas se quiser, literalmente, pague para ver,depois não diga que não avisei.


Serviço:
Espetáculo: Hospital da Gente
Teatro Arena Caixa Cultural - Av. Almirante Barroso, 25, Centro - RJ
(21)2544-4080 / 2544-7666 / 2544-1099
Temporada:De 05 a 15 de Fevereiro de 2009 - quinta a domingo
Horários: 5ª a sábado 20h e Domingos 19h
Entrada - R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Classificação - 12 anos
Duração: 1h40
Capacidade: 100 lugares
Acesso para portadores de necessidades especiais
Informações: www.caixa.gov.br/caixacultural