domingo, 29 de maio de 2011

"URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA" - POR SALLOMA SALLOMÃO

CAROS, QUERIDOS... 
Nós aqui compartilhamos com alegria o texto que o prof. SALLOMA SALOMÃO escreveu sobre a visita que fez ao GRUPO CLARIÔ, na estréia de nosso novo espetáculo: "URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!!"
Documento publicado em seu blog: MOSAICO NEGRO NO BRASIL
Escrita generosa e muito, muito valiosa...
Muito obrigado Professor Salloma!

SEU OLHAR SOBRE URUBÚ:


"Não me leve a mal, mas tenho que contar o que vi. Sugiro que você também vá ver e ouvir.
Por Salloma  Sallomão.
Espaço Clariô na Periferia Zona Sudoeste de Sampa.
Trata-se de um grupo teatral que se apresenta lá, onde Urubu come carniça e voa.
Clareou , para o cantor e compositor nordestino Dimello era “quilariô, raiou o dia eu vi chover na minha horta, ai ai meu deus do céu quanto eu sofria ao ver natureza morta.” Em plenos anos 1970. Depois de cantar sua canção ao lado do radio de pilha, encontrei Dimello, Ivo, Vandré e o mestre dos tambores, saudoso Bira da Silva. Quilariô, isso aconteceu em 1979 nos confins das Gerais.
Situada no limite em Taboão da Serra e São Paulo, cunhada de ferro madeira na frente da casa, talhe nobre resistente, ponte de cultura ao invés de boteco ou Igreja.  Barracão de telhado nobre de Zinco no pé do morro. Morro do Cristo redentor. Redenção de quem? Bem ao lado de uma Casa de Santo, pintada de azul. Pra mim, isso é que é um bom presságio. Que na rua do Clariô, a Santa Luzia guarde bem seus olhos, o Clariô atente ao número 96, não é coincidência, é santuário festivo e profano de culturas híbridas.
O meu texto e o delas, talvez não sejam claros, o próprio dia não é totalmente claro. Mesmo um dia desses de sol é cheio de desvãos, de escuridão e de sombras. Enfim, nem tudo que parece claro, o é. Clariô então é negro, é negra, predominantemente áfrico, como uma deusa que vem do sudoeste enegrecendo a cultura artística do Atlântico negro expandido para a periferia.
Periferia era antes uma categoria geográfica, tudo que não era colônia Peri feria. Transformada em discurso político e agora é um território criativo. Criativo porque a megalópole é tensa e ainda cega, como era no início dos anos 1990, quando os pioneiros do Movimento Hip Hop construíram um discurso sonoro e poético vingador. Racionais e outros jovens negro-mestiços cunharam um outro modelo musical-comportamental e humanizaram a tal periferia, lugar da imagem construída como sendo do caos e da anomia. Foram eles que viram pessoas por detrás dos números das estatísticas da violência institucional e deram nomes para as “donas marias” de pele escura que viram (vimos) enterrando os filhos, amigos seus e meus, nas covas ralas do cemitério do Jardim do São Luis.
 Agora é reivindicada como espaço estético surge outra periferia. A mídia não nos via e quando via, era uma lente grossa demais que distorcia tudo, um véu tosco que impedia que vultos e vozes o atravessassem (Dubois). O racismo anti-negro é feito não só de barreiras concretas-físicas, mas acima de tudo da sobreposição de véus que turva a visão de ambos os lados.
Clariô vive teatro, ele faz  conexão é com Recife grande, não com as praias pra turistas, mas os arredores dos arrecifes. Lixão, onde os “urubus passeavam entre os girassóis” e seres humanos abandonados ali. O texto não, mas a interpretação costura, cinge, religa memórias, histórias e ficções de Miró de Muribeca. Ele batizado João Flávio Cordeiro, poeta é pessoa completa e sã, pelo que dizem os textos. A ponte é feita entre contextos tão similares e distantes. Recife-Taboão da Serra.
A luz é econômica, o figurino adequado. O cenário coerente e o ritmo de tudo não é lento, mas me ajuda desacelerar o coração já metropolitano em demasia. A ponte é feita por um elenco enxuto de três belíssimas atrizes, mulheres jovens e dois atores quase berberes, em minhas miragens de áfricas. Resumindo são todos negros  em vários tons, isso por si só já é um tremendo deslocamento se pensarmos na “Negação do Brasil”(Joelzito Araujo) ou na longínqua emergência do Teatro Experimental do negro. Quero dizer, prota- agonismo negro em um lugar, onde o teatro tem sido lugar quase exclusivo de branco.
O texto começa onde termina e bem no meio parece que não voltará jamais, a não ser pela alusão à noite, ao beco escuro, a constatação da violência como cultura. Mas ela, a violência endêmica, não aparece para despertar lamurias, figura também como ponte a elaboração estética. O texto falado em costura não desenreda, abre flancos, picadas e apenas entabula os fragmentos discursivos e reflexivos e um tempo, uma experiência, uma visão do mundo, tal como ele se apresentou ao poeta.          
 A música de Di Ganza insinua pontes com o grupo Armorial, mas apenas isso, não tem aquela presunção de vanguarda iluminista. O autor figura no campo de novas criatividades e musicalidades negras paulistanas, traz a ambigüidade do atlântico negro ainda em processo aqui. Di Ganzá vem cheio de gás e idéias, vem sem medo de se expor. Depois é que virá a coisa da dinâmica na execução, no ajuste da afinação das cordas friccionadas em contraste com a flauta transversa. Mas as melodias delicadas estão lá, as cadências sem engano, os contrapontos refinados, aqui e ali algum tambor.
Eu vi Arena Conta Zumbi no interior de Minas em 1969 apenas com atores negros, também vi União e Olho Vivo no parque Santo Antonio (1976), pude assistir o Galo de Briga no Grajaú (1979). Vi teatro popular Maculelê-Maracatu escrito e montado por capoeiristas da Corrente Libertadora no Sindicato do Químicos e no largo do São José. Por conta disso que assisti perplexo a emergência do Teatro Vocacional Frateschiano em São Paulo em 2000. Foi esse o último projeto que partia da velha e desgastada idéia que o popular (povo) é um lugar vazio a ser preenchido pela cultura dominante.  Aprendi sobre os exemplos do Armorial dentro de um projeto nacional-modernista e do Cpcs que vinha marcado por um viés missionário e catequético, salvacionista e elitizado. Mas o que acontece agora é um fenômeno de outra ordem.  A exemplo de outros grupos como Capulanas Cia de Artes Negras, o trabalho do Clariô é nitidamente político sem ser panfletário e é negro sem dizer que quer ser.
Em palestra realizada na USP em 1973, Roger Bastide (publicado em Bastide, Roger. Sociologia do teatro negro brasileiro. São Paulo: Ática, sd), apontava a origem do teatro negro nas coroações de Reis Congos, nas festas de Congada, nos Ritos de Candomblé e na Festa do Bumba meu Boi, conquanto criticasse a caricatura e folclorização. Também preconizava o surgimento de um teatro popular negro no Brasil sob os escombros da cultura dramatúrgica ocidental burguesa, cuja narrativa havia perdido justamente sua criatividade, por se desconectar da matriz popular.  
Viva Clariô, ainda que ponha fogo no pé do redentor. Labaredas!!!!!pedra também pega fogo???? Vai lá, vai ....."
Bjs
Salloma
Salloma Salomão, porfessor da FSA-SP, Produtor Cultural, Músico e Historiador. Pesquisador financiado pela Capes e CNPQ, ivestigador vistante do Instituto de Ciências Socais da Universidade de Lisboa. Orientações de dra Maria Odila Leite da Silva, Dr José Machado Pais e Dra Antonieta Antonacci. Lançou trabalhos artíticos e de pesquisa sobre musicalidades negras na diáspora. Segue curioso pelo Brasil e mundo afora atrás do rastros da diápora negra.
 BLOGS: 
MOSAICO NEGRO NO BRASIL:  http://mosaiconegrobras.blogspot.com/ 
ARUANDA MUNDI: http://aruandamundi.ning.com/

URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA
GRUPO CLARIÔ DE TEATRO 



Finais de semana - 
sábados as 21h e domingos as 20h -  
no Espaço Clariô


FICHA TÉCNICA:
Escritos crônicos: Miró de Muribeca
Direção : Mário Pazini
Atores/criadores:
Alexandre Souza, Diego Avelino,Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa.
Ator Convidado: Washington Gabriel
Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro
Assessoria dramatúrgica: Will Damas
Cenário: Alexandre Souza (João) e Mário Pazini
Figurinos e adereços: Martinha Soares e Naruna Costa
Iluminação: Will Damas
TRILHA DA PEÇA:
Composição: Di ganzá e Naruna Costa
Interpretação: Orquestra de Caboclos
(violibeca: Di ganzá, Flauta: Adriana Mello e contrabaixo: Luís Vitor Maia).

informações: 
grupoclario@uol.com.br
11 9995 5416
11 9621 6892

“Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria do Estado da Cultura, Programa de Ação Cultural/2010”

sábado, 28 de maio de 2011

AFROBRASILIDADES EM CENA + "URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!"

E HOJE, O GRUPO CLARIÔ participa do debate AFROBRASILIDADES EM CENA - na CASA DA PRETA - das 17 as 19hs  
e
 as 21hs. apresenta "URUBU COME CARNIÇA E VÔA "no ESPAÇO CARIÔ!
confira: 

AFROBRASILIDADES EM CENA
Debate sobre a atuação dos Coletivos de Teatro Negro na cidade de São Paulo
com a participação de representantes das Cias.
Clariô, Capulanas e Os Crespos.
MEDIAÇÃO: Renata Felinto (Mestre em Artes Visuais, pesquisadora, educadora, artista plástica e membro do conselho editorial da revista O Menelick 2º Ato).
DATA: 28 de Maio/11
HORÁRIO:
17h às 19h
LOCAL:
Casa da Preta
Rua Inácio Pereira da Rocha, 293 I Vila Madalena

Atividade aberta ao público.
Entrada gratuita. Apareça!

REALIZAÇÃO
REVISTA O MENELICK 2ºATO - AFROBRASILIDADES & AFINS
www.omenelicksegundoato.blogspot.com

APOIO
CENTRO CULTURAL DA ESPANHA (CCE)
www.ccebrasil.org.br
INSTITUTO FEIRA PRETA
www.feirapreta.com.br

GRUPO CLARIÔ DE TEATRO APRESENTA:
URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!!
SÁBADO AS 21H E DOMINGO AS 20H 
NO ESPAÇO CLARIÔ!
VALOR PROMOCIONAL: R$ (5,00)  
CHEGUE CEDO E GARANTA SEU INGRESSO!

CONTATO/RESERVAS: 
11 9995 5416
grupoclario@uol.com.br

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Semana Cultural no Clariô - QUINTASOITO: BERIMBANDO - LANÇAMENTO CD "MINAS CANÇÕES" DE GERALDO MAGELA - NOVO ESPETÁCULO CLARIÔ: "URUBU COME CARNIÇA E VÔA!"

Eita nóis minha gente! 
Que esta semana nossa casa Clariô! 
De Quinta a Domingo tem coisa boa pra apreciar em nosso espaço: 
Bóra comparecer, tomar sopa, ouvir musica boa, ver teatro, percussão e vixe nossa!! 

Segue aí a programação do fim de semana,  pra quem queira, 
de quinta a domingo celebrar conosco!! 
Bora??

QUINTA-FEIRA - DIA 26 DE MAIO: 
32º QUINTASOITO : BERIMBANDO GRUPO PERCUSSIVO
Grupo do Butantã,  e desenvolve um trabalho riquíssimo, fazendo brotar, desse significativo instrumento,  sonoridades inusitadas, impressionantes e muito, muito belas!!!
O grupo é composto pelos músicos percussionistas: HILLES MOARES, PAULO ALMEIDA BARAÚNA, DÉCIO SÁ, GILVAN CAPOEIRA, FERNANDO SOARES E DJAVAN. 

Vale muito a pena conferir!!!

Lembrando que no QUINTASOITO  a ENTRADA é FRANCA e no intervalo, servimos uma SOPA, que neste friosinho é bem conveniente!!


E TEM MAIS... 
SEXTA-FEIRA -  DIA 27 DE MAIO - AS 20 HS
LANÇAMENTO DO CD "MINAS CANÇÕES"
 DE GERALDO MAGELA!
Geraldo Magela é cantor, compositor e instrumentista. Começou sua carreira ainda na infância,
participando de grupos de Folia de Reis no estado de Minas Gerais e no interior de São Paulo.
Ingressou na MPB através de Festivais, Feiras Culturais no Estado de Minas Gerais e em casas
noturnas de São Paulo. Suas músicas vão do Baião ao samba e do frevo ao Reggae.

Fundador do Grupo de Boi e Maracatu CANDEARTE, leva alegria e espalha cultura nas ruas do Jd. Marabá e por onde passa!
O SHOW COMEÇA AS 20H E A ENTRADA É FRANCA!!!!

E TEM MAIS ...
SÁBADO AS 21H E DOMINGO AS 20H
o GRUPO CLARIÔ  de Teatro dá continuidade a temporada de seu novo espetáculo: "URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!" do escritor MIRÓ DE MURIBECA. 
(foto: GUMA)
Escritos crônicos e retratos da vida de um poeta pernambucano, negro, oriundo de MURIBECA, bairro periférico, que leva o mesmo nome do lixão em torno do qual ele mora.
João Flávio Cordeiro, o MIRÓ DE MURIBECA, faz da poesia a maneira mais concreta de responder à vio-
lência sofrida e observada por ele cotidianamente.
Um artista intenso, crônico por natureza que, além dos es- critos, traz no corpo e na palavra dita, uma visceralidade peculiar, que propõe novos olhares para um lugar onde “um sujeito pode bater no outro, só porque ele deu um riso!”, mas que, recheado de seu “ALEGRISMO POÉTICO”, é ca- paz de colorir a tragédia e alçar vôos de celebração à vida.
Uma PONTE, uma travessia até MIRÓ, é o que o novo espe- táculo do GRUPO CLARIÔ DE TEATRO propõe. Atores/urubus atravessando a palavra do poeta de corpo e órgãos, descobrindo musicalidades e gestos que traduzam/ dialoguem seus ditos tão urbanosertanejos.
“URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!” é o que nos clariô nestinstante como chuva fina ao sol.
SÁBADO 21H / DOMINGO AS 20H
INGRESSO PROMOCIONAL (TODOS PAGAM MEIA): R$5,00
(Chegue cedo e garanta seu ingresso!)

INFORMAÇOES/ RESERVAS
11 99965 5416
11 9621 6892
grupoclario@uol.com.br
www.espacoclario.blogspot.com

terça-feira, 10 de maio de 2011

GRUPO CLARIÔ apresenta: URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!

É com muito, muito prazer que convidamos a todos para compartilhar conosco o nosso novo espetáculo:
 URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!
Colhido a partir da obra do poeta MIRÓ DE MURIBECA!
SINOPSE / RELEESE 
URUBÚ COME CARNIÇA E VOA!
UMA PONTE ATÉ MIRÓ.
Escritos crônicos e retratos da vida de um poeta pernambucano, negro, oriundo de MURIBECA, bairro periférico, que leva o mesmo nome do lixão em torno do qual o conjunto habitacional onde mora foi construído.
João Flávio Cordeiro, o MIRÓ DE MURIBECA, faz da poesia a maneira mais concreta de responder a violência sofrida e observada por ele cotidianamente.
Um artista intenso, crônico por natureza que, além dos escritos, traz no corpo e na palavra dita, uma visceralidade peculiar, que propõe novos olhares para um lugar onde “um sujeito pode bater no outro, só porque ele deu um riso!”, mas que, recheado de seu “alegrismo poético”, é capaz de colorir a tragédia e alçar vôos de celebração à vida.
Uma ponte, uma travessia até Miró, é o que o novo espetáculo do grupo Clariô propõe. Atravessando a palavra do poeta de corpo e órgãos, descobrindo musicalidades e gestos que traduzam/dialoguem seus ditos tão urbanos e sertanejos.
“URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!” é o que nos clariô nestinstante como chuva fina ao sol.

FICHA TÉCNICA:
Escritos crônicos: Miró de Muribeca
Direção : Mário Pazini
Atores/criadores:
Alexandre Souza, Diego Avelino,Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa.
Ator Convidado: Washington Gabriel
Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro
Assessoria dramatúrgica: Will Damas
Cenário: Alexandre Souza (João) e Mário Pazini
Figurinos e adereços: Martinha Soares e Naruna Costa
Iluminação: Will Damas
TRILHA DA PEÇA:
Composição: Di ganzá e Naruna Costa
Interpretação: Orquestra de Caboclos
(violibeca: Di ganzá, Flauta: Adriana mello e contrabaixo: Luís Vitor Maia).

Bora chegar minha gente!!!
A estréia é dia 21 de maio e segue por alguns finais de semana - sábados as 21h e domingos as 20h -  no Espaço Clariô! 


informações: 
grupoclario@uol.com.br
11 9995 5416
11 9621 6892

“Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria do Estado da Cultura, Programa de Ação Cultural/2010”


quarta-feira, 4 de maio de 2011

HOSPITAL DA GENTE NO SESC BELENZINHO - ÚNICA APRESENTAÇÃO!!!


Amigos queridos, dia 05 de Maio, as 21h, próxima quinta feira, nós do GRUPO CLARIÔ DE TEATRO faremos uma apresentação do espetáculo HOSPITAL DA GENTE, de Marcelino Freire,  no SESC BELENZINHO. 
A apresentação faz parte do Seminário e Mostra ESTÉTICA DA PERIFERIA, que contempla um uma programação muito interessante.
Quem quiser... puder... fica aí o convite!
Os ingressos já estão sendo vendidos na rede SESC. E a lotação é limitada! 
Grande abraço. 


O SESC São Paulo realiza a programação paralela do 


O Estética da Periferia é tributário de uma série de iniciativas que vem acontecendo nos últimos anos que buscam analisar a cultura produzida nas periferias urbanas das metrópoles pelo enfoque da criação artística e não somente pelo aspecto social de inclusão de seguimentos da população desprovidos do acesso à bens culturais. Para compor e ampliar os conteúdos discutidos no Seminário, a unidade Belenzinho propõe uma mostra com artistas e grupos representantes da produção cultural desenvolvida nas áreas limítrofes, seja em contextos geográficos, sociais e artísticos. Esta mostra apresenta trabalhos nas diversas expressões artísticas e que tenham relação com o contexto proposto pelo Seminário, que acontecerá no período de 02 a 04 de maio, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera.

TEATRO

Hospital da Gente

Com o Grupo Clariô, de Taboão da Serra (SP).
Catadas dos cantos/contos de Marcelino Freire, trabalhadoras do Brasil abrem as portas dos seus barracos para revelarem ao que vieram, qual o seu papel, seu lugar dentro de uma estrutura caótica e desigual. Figuras tão conhecidas como a mendiga, a bêbada, a prostituta, a velha, a mãe ou a dona de um boteco de uma Favela Fênix qualquer, dão luz a perguntas apagadas do nosso questionário a respeito do que está acontecendo.O Grupo Clariô de Teatro é um coletivo de artistas que tentam, através da busca de uma arte autêntica e sincera, enraizada nos arrabaldes da cidade, em Taboão da Serra, desenvolver um teatro acessível a todos. Teatro. 100 lugares, o espetáculo acontece no palco do Teatro e não contamos com lugares marcados. Não permitida a entrada depois do início. Duração: 1h. Ingressos à venda a partir de 25/04, pelo sistema INGRESSOSESC.
Não recomendado para menores de 16 anos
R$ 24,00 (inteira); R$ 12,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
05/05. Quinta, às 21h.
SESC Belenzinho [R. Padre Adelino, n.1000, bairro Belém, São Paulo-SP]

ACOMPANHE A PROGRAMAÇÃO DA MOSTRA E DO SEMINÁRIO CLICANDO AQUI

TABOAO DA SERRA E SEUS CORRUPTOS!!!!!


TABOÃO DA SERRA É A CIDADE ONDE AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA! 
Nós, cidadãos, que FAZEMOS ou tentamos FAZER algo importante nessa cidade, é que PAGAMOS do nosso bolso, já tão miserável,  a orgia desses cretinos que nos assaltam e assaltm e assaltam....
Taboão da Serra está, por essas e muuuuuuiiiiitas outras, se tornando cada vez mais uma cidade IMORÁveL!!!

VEJAM AÍ... DIVULGUEM!!!

Três vereadores foram presos nesta terça-feira antes do início da sessão na Câmara Municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Eles são investigados por suspeita de envolvimento em uma fraude milionária nas contas do município. Segundo as investigações, eles recebiam dinheiro para anular dívidas de impostos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS). O rombo nos cofres públicos, com a fraude, pode chegar a R$ 1 milhão.
A Justiça decretou a prisão temporária deles por suspeita de envolvimento em um rombo nos cofres públicos de Taboão da Serra. A investigação começou em março, quando o servidor público Marcio Renato Carra foi surpreendido quando realizava uma fraude com impostos. Do computador que ele usava na prefeitura partiu um comando que fez desaparecer em um único dia quase R$ 65 mil em dívidas de impostos.
A fraude ocorria no setor de dívida ativa, onde ficam registrados os devedores de tributos como IPTU e Imposto Sobre Serviços.
O esquema foi detalhado por uma testemunha que assinou o depoimento com a impressão digital para não ter o nome revelado. A testemunha disse que o vereador Carlos Andrade procurava por ela e por outros funcionários da prefeitura. Primeiro, pediu a relação de empresas e pessoas físicas que constavam como os maiores devedores de IPTU.
O mesmo vereador também dizia a ela que alterasse as datas de vencimento e até o nome do devedor. Envelopes entregues aos servidores indicavam quem deveria ter a dívida cancelada.
A fraude causou um desequilíbrio nas contas municipais. Os valores devidos que eram apagados da conta de dívidas ativas não entravam no caixa da prefeitura. O desvio acumulado desde janeiro pode passar de R$ 1 milhão.
Além do servidor preso, outros funcionários tinham senhas especiais para acessar as contas da dívida da Prefeitura de Taboão da Serra. Para descobrir quem estava à frente da fraude, um dispositivo passou a indicar, em tempo real, de qual computador as dívidas eram apagadas.
- A investigação aponta que eles ficavam com 30% do valor do imposto devido - disse o delegado Raul Godoy Neto.
Segundo o delegado, um supermercado e o dono de um imóvel foram alguns dos beneficiados pelo esquema. Parentes dos vereadores Arnaldo dos Santos, do PSB, e de José Luiz Eloy, do PMDB, também foram favorecidos.
A Justiça mandou prender ainda outras sete pessoas, a maioria funcionários e ex-funcionários da prefeitura. A polícia ainda vai investigar quanto tempo durou o desvio do dinheiro público.
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Leia mais sobre esse assunto em 
http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/05/03/vereadores-sao-presos-em-taboao-da-serra-sp-suspeitos-de-fraude-milionaria-com-impostos-924378897.asp#ixzz1LRPtR7ni 
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